ANO: 25 | Nº: 6357
27/04/2019 Cidade

Intec da Urcamp contabiliza média de 3,6 mil análises de sementes por ano

Foto: Chrystian Ribeiro/Ascom

Cerca de 1,2 mil amostras chegam a ser examinadas ao longo de 365 dias
Cerca de 1,2 mil amostras chegam a ser examinadas ao longo de 365 dias
Um prédio localizado na diagonal do Museu Dom Diogo de Souza, no centro de Bagé, resguarda uma estrutura que se divide em quatro diferentes laboratórios – Fitopatologia, Biotecnologia, Genética e, o maior deles e também o mais ativo, o Laboratório de Análises de Sementes (LAS). Este último é o único localizado entre as regiões da Campanha e Fronteira Oeste, que está em atividade ininterrupta, há 25 anos.

A organização, dentro do Instituto Biotecnológico de Reprodução Vegetal (Intec), concentra câmeras frias, microscópios e uma rotina de trabalho minucioso, onde cada detalhe pode ser importante para avaliar se uma semente possui qualidade ou não. E, para verificar se o grão tem potencial de germinação da planta no campo, é necessário avaliar quatro atributos: físico, fisiológico, genético e sanitário.

O LAS avalia, em média, 120 espécies de sementes. As mais solicitadas são as de grandes culturas forrageiras e olerícolas, como soja, arroz, azevém, além do trigo, milho e os trevos. As demandas chegam de produtores de toda a Metade Sul, cooperativas e empresas produtoras de sementes de Bagé e região e até de São Paulo. Os exames avaliam a fisiologia da semente, atestando o vigor da planta, que serve para detectar se a semente terá envelhecimento acelerado ou não, o teste de frio e o teste de Welter, empregado para averiguar o vigor da planta.

A professora responsável técnica pelo laboratório, a engenheira agrônoma Ana Carolina Silveira da Silva, coordena uma equipe de seis pessoas que atuam nesse trabalho. "Nós damos suporte técnico para a atividade primária da região porque esse é o perfil da nossa economia. Aqui, conseguimos fornecer informações sobre a qualidade do material que o produtor vai utilizar numa lavoura, e iniciar com uma boa semente garante uma maior chance de sucesso na produção", explica.

Anualmente, são examinadas, no laboratório, 1.200 amostras de sementes, o que corresponde, em média, a 3.600 análises por ano.

Segundo a coordenadora do Intec e professora da Urcamp, a engenheira agrônoma Rosete Kohn, o Instituto estimula a formação de pesquisadores e vai além, pois também fomenta os outros pilares da Instituição. "A gente executa o ensino, a pesquisa e a extensão, porque nossos laboratórios atendem, de forma integrada, a parte acadêmica. A de pesquisa, através da iniciação científica, a extensão por meio da prestação de serviços e do contato que os alunos têm com os produtores, isso ajuda a desenvolver as competências e a colocar o nosso aluno no mercado de trabalho", pontua.

E os números mostram essa forte atuação na comunidade e o grande envolvimento acadêmico no entorno do Intec. De 2011 a 2018, mais de 80 alunos passaram pelo Instituto, com trabalhos que envolveram a iniciação científica, os bolsistas e voluntários, o que resultou num total de 237 trabalhos publicados, na área da pesquisa.

O Intec permanece de portas abertas para atender as demandas da região na área da produção. Fica na Rua Flores da Cunha, nº 310, e os contatos são (53) 3242 7522 e (53) 3241 0159. O funcionamento acontece das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min. O endereço eletrônico é intec@urcamp.edu.br.

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