ANO: 25 | Nº: 6383
30/04/2019 Fogo cruzado

Lara defende avanço no debate sobre privatizações

Foto: Michael Paz/EspecialJM

"Teremos que avançar a fase de ser a favor ou contra", mencionou deputado
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luís Augusto Lara (PTB), ao lado do prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom, e do deputado Valdeci Oliveira (PT), classificou como fundamental para o Estado o avanço na discussão sobre privatizações. O pronunciamento foi feito durante a quarta audiência pública realizada pela AL para divulgar a campanha Valores Que Ficam, promovida pelo Parlamento gaúcho para incentivar as doações ao Fundo da Criança e do Adolescente, e discutir privatizações e concessões. A audiência aconteceu ao longo da tarde desta sexta-feira, na Câmara de Vereadores de Santa Maria.

Lara afirmou que, muitas vezes, prefeitos e deputados vão "de chapéu na mão a Brasília em busca de R$ 400 mil ou R$ 500 mil para a realização de algum projeto, mas o Rio Grande do Sul deixa para lá mais de R$ 18 milhões só neste ano", referindo-se aos valores que deixam de ser doados nas declarações do IR. Ao introduzir a segunda parte do debate da tarde, sobre privatizações de serviços públicos e concessões de rodovias, Lara observou que são questões fundamentais. "Teremos que avançar a fase de ser a favor ou contra e debater a modelagem dos contratos de concessão e das parcerias público-privadas. Hoje, sofremos as consequências de não termos feito no passado um debate adequado sobre isso", argumentou.

Pozzobom disse que Santa Maria sediará, dia 6 de maio, audiência pública promovida pelo governo do Estado para tratar da duplicação da RS 287, no trecho entre Santa Maria e Tabaí. O prefeito informou que pleiteará a inclusão, na concessão, da duplicação de nove quilômetros que cortam o bairro Camobi.

O deputado Valdeci Oliveira (PT) concordou com a tese de que o mais importante no momento é debater os possíveis modelos de concessão e de parceria-público privada. "Isso é absolutamente necessário para que possamos apresentar à sociedade uma modelagem que não penalize a população e nem repita erros do passado", apontou.

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