ANO: 25 | Nº: 6254
03/05/2019 Cidade

População de idosos irá duplicar em quatro décadas no Rio Grande do Sul

Foto: Cristine Rochol/PMPA/Especial JM

Os números integram um estudo divulgado pela Seplag sobre o cenário demográfico do RS e do Brasil
Os números integram um estudo divulgado pela Seplag sobre o cenário demográfico do RS e do Brasil
A população de idosos do Rio Grande do Sul irá mais do que duplicar no período de quatro décadas. Em 2060, a proporção de pessoas com idade acima dos 65 anos saltará dos atuais 12,7% para 29%, em um processo de envelhecimento provocado por fatores como a baixa fecundidade, migrações de jovens para outros Estados e expectativa de vida acima da média nacional.

Esse cenário fica mais evidente quando é estimado o recuo da faixa etária de zero a 14 anos. Em 2019, representa 18,3% da população do RS, caindo para 14% em quatro décadas. No país, essa redução também é acentuada: de 21,1% para 14,7% dos brasileiros. Com isso, a população considerada potencialmente ativa (entre 15 e 64 anos) sofrerá queda acentuada na projeção para 2060, ficando em 57%. Atualmente, a proporção é de 69%.

Esses números integram um estudo divulgado pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) sobre o cenário demográfico do RS e do Brasil, que aponta para importantes desafios ao longo dos próximos 40 anos. “A sociedade gaúcha precisa olhar para a realidade demográfica e se preparar para os desafios que não serão apenas do governo”, destaca a secretária Leany Lemos.

Para a titular da Seplag, os desafios vão além da atenção à população idosa, como serviços de saúde e assistência social, assim como os reflexos na questão previdenciária. “Faltará mão de obra. O Rio Grande do Sul precisará atrair pessoas”, resume Leany diante da necessidade de o Estado reverter uma curva negativa em termos de fluxo migratório.

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