ANO: 25 | Nº: 6256

Norberto Dutra

redacaominuano@gmail.com
Pastor e presidente da Igreja Assembleia de Deus de Bagé Doutor em Divindade
04/05/2019 Norberto Dutra (Opinião)

O deserto renovado

Nós, que passamos pelo deserto, também devemos utilizar os momentos de isolamento, dor e aflição que ele nos proporciona para refletir sobre a ação de Deus em nossa vida. Como afirmamos no inicio das mensagens Deus não nos coloca no deserto como uma declaração explícita de que erramos e somos culpados, e por isso estamos sofrendo. Pelo contrario, Deus nos conduz ao deserto para que sejamos provados no fogo das atribulações e, assim, forjados na força do Seu poder. Dessa forma, somos fortalecidos e passamos a demonstrar uma fé e uma consagração que têm a mesma força do aço. E em seguida, recebemos a ordenança de florescer e frutificar neste deserto, para que possamos ajudar e conduzir aqueles que se encontram enfraquecidos e quase vencidos pela travessia de fogo. Ao florescer e frutificar no deserto, faremos com que o cenário mude. Assim, não haverá mais dunas de areias secas e sem cor, sequidão de estio e tempestades de areia, opressão, perseguição e ocupação pelo inimigo. Pelo contrário, o que veremos ali serão árvores frondosas e produtivas. Árvores que suprirão as necessidades dos viajantes que atravessam a longa estrada da vida. A qual, no fim, conduzirá a Cristo todos que experimentaram um contato com o antigo deserto. Eis a beleza de nossa maior missão no deserto que cruzamos, em cujas areias fomos plantados por Deus como arvores úteis que produzem frutos, com o objetivo de promover brilho e beleza às vidas que nos cercam. Mas, o que leva a vida a ser monótona, vazia, sem brilho? Quase sempre é a incredulidade dos corações. Quando confiamos em Deus, tudo se torna possível para nós. Caminhamos na direção de nossos sonhos, mesmo que pareçam distantes; alimentamos uma viva esperança, mesmo quando as dificuldades procuram eliminá-las; regozijamo-nos nas lutas, mesmo que estas se apresentem muito grandes, pois sabemos em quem temos crido e que Ele nos prometeu vitórias em todas as batalhas. No entanto, quando perdemos a fé, perdemos também o sorriso. E quando perdemos a vontade de sorrir, perdemos também a vida abundante que o Senhor nos preparou. Assim, quando perdemos a vida, perdemos tudo, pois o Senhor é a vida e é tudo para nós. Não podemos deixar que as areias da incredulidade cubram as vidas neste mundo, transformando-as em completo deserto. Vamos regá-las com o nosso amor, testemunho e ardor evangelístico. Vamos regá-las com a Palavra de Deus, com as promessas do Senhor Jesus, com o bálsamo do Espírito, para que, então flores coloridas e perfumadas possam surgir da secura e muitos novos jardins sejam vistos em toda a nossa rua, cidade e mundo. O Senhor nos chamou para acabar com os desertos da frustração, da angústia e da derrota. Ele nos enviou a semear vida e paz, alegria e satisfação, fé e amor; ou seja, para que vivêssemos unidos em todo o tempo. Ele confia em nos para levar confiança aos corações desalentados e fora da unidade de Cristo. Deus nos dá a missão de apresentarmos ao mundo um deserto renovado! Porém, não podemos deixar de permanecer atentos. Muitas vezes, desejamos tudo pronto, queremos dar frutos sem esforço. Deus nos dá as possibilidades e oferece os dons para nós. Estes precisam ser plantados, regados e cuidados para que possam produzir frutos. No entanto, a tarefa é nossa, porque o Senhor já colocou a semente em nossas mãos. É tempo de trabalhar para a construção deste deserto renovado, em que a justiça e a paz serão os alicerces. O mundo melhor que sonhamos depende dos nossos esforços para ser edificado. A nossa omissão terá consequências desastrosas. Não basta deixar de realizar o mal, se nos omitirmos em realizar o bem. O pastor norte-americano Martin Luther King ilustrou bem esta nossa preocupação: O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons. O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos. Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos. No final, não lembraremos as palavras de nossos inimigos, mas o silêncio dos nossos amigos. A omissão é uma atitude própria dos seguidores de Pilatos, que lavou as mãos diante do erro, e não dos seguidores de Cristo. A nossa esperança em um mundo de acordo com o sonho de Deus deve ser traduzida em ações. Um deserto renovado depende de cada um de nós! Deus os abençoe e até o próximo final de semana!. Amém!

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...