ANO: 25 | Nº: 6332
06/05/2019 Cidade

Lei que proíbe uso dos canudos plásticos completa seis meses

Foto: Antônio Rocha

Material é descartável mas não afeta a natureza
Material é descartável mas não afeta a natureza

Em vigor desde novembro, a lei municipal que proíbe hotéis, restaurantes, clubes, bares e padarias de fornecerem canudos de material plástico completa seis meses no final de maio. O prazo de 180 dias foi dado para que a prefeitura regulamentasse a proibição. Até agora, os estabelecimentos não foram autuados, mas a medida já promove reflexos no comércio.
A iniciativa partiu do líder do PDT na Câmara, vereador Augusto Lara, a partir da sugestão da estudante Renielli Fagundes, que encaminhou a pauta ao gabinete do parlamentar. A lei autoriza a utilização de produtos em material reciclável ou biodegradável, estabelecendo penalidades para casos de descumprimento e sanções que variam de advertência à multa no valor de R$ 4 mil. As multas serão atualizadas, anualmente, pela variação do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do ano anterior. Vale lembrar que o texto não impede a comercialização dos canudos por empresas do atacado e varejo.
Alguns empresários destacam que, mesmo sem ter recebido notificação da prefeitura, já adotaram o uso de material biodegradável. Uma livraria no centro da cidade é um desses exemplos. A empresa adquiriu canudos diferenciados. De acordo com a gerente da loja, Aline Machado, os consumidores já estão conscientes e não pedem mais os canudos de plástico, mesmo assim a empresa adquiriu o material biodegradável. “Além dos canudinhos, também retiramos o plástico que envolve os talheres”, conta.
A atendente de uma padaria no cento da cidade, Juliana Lemos, informa que a empresa não está oferecendo nenhum tipo de canudo. Ela explica que quando surgiu a lei, os clientes foram avisados da proibição e se adaptaram. “Ainda temos canudos plásticos, que sobraram no estoque, mas ninguém pede”, ressalta.
O proprietário de um restaurante, Guilherme Macedo, salienta que não recebeu nenhuma notificação, nem informação sobre o uso dos canudos. Ele informa que raramente alguém pede o material. “Ainda temos canudos plásticos, mas dura muito tempo. A solicitação é somente para quem quer levar a bebida para fora do estabelecimento”, destaca.

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