ANO: 25 | Nº: 6236
07/05/2019 Campo e Negócios

Ministra pretende ampliar participação de produtos agrícolas brasileiros na Ásia

Foto: Arquivo/AgênciaBrasil

Na China, meta é elevar exportação de carne e derivados suínos
Na China, meta é elevar exportação de carne e derivados suínos
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, iniciou, ontem, junto com uma comitiva, uma viagem de 16 dias por quatro países do continente asiático – Japão, China, Vietnã e Indonésia. Durante a agenda, a meta será garantir a abertura de mercado para material genético, abacate, estabilizantes, extrato de carne e carnes bovinas. Na China, alguns dos debates serão sobre exportação de produtos de organismos geneticamente modificados, suco de laranja, novas tecnologias, melão, status sanitário de produtos brasileiros e possibilidade de habilitação de frigoríficos e empresas de lácteos.
Na visita, a ministra participará do Encontro de Ministros da Agricultura do G20, que ocorrerá em Niigata (Japão) no dia 11 de maio. Com isso, terá reuniões com autoridades de outros países, além da Ásia. Com o vice-ministro da Agricultura da Rússia, por exemplo, Tereza Cristina pretende tratar de soja, pescado, farinhas e trigo. No Vietnã e na Indonésia, a ideia é abrir para a venda de bovinos vivos, farinha e melão.
“Olho no olho, conversa franca, com o intuito de abrir novos mercados, novos segmentos para nossa agropecuária”, disse a ministra, em entrevista à imprensa na sexta-feira, na sede do ministério.
Com o surto de peste suína africana atacando os rebanhos chineses, o Brasil quer ampliar o fornecimento de carnes para a China, que é a maior produtora e consumidora da proteína suína no mundo. Tereza Cristina destacou que o objetivo é mostrar às autoridades chinesas que o Brasil tem condições de ser um grande fornecedor e dispõe de serviços sanitários de credibilidade. Estima-se que o país asiático perdeu cerca de 30% de rebanho de suínos em decorrência da doença.
O Brasil tem 79 plantas de frigoríficos com possibilidade de serem habilitadas para exportar para a China. Em visita no ano passado, técnicos chineses vistoriaram 11 frigoríficos. Desses, um foi reprovado e dez tiveram de fornecer informações adicionais. Agora, os chineses solicitaram ao Brasil a lista dos estabelecimentos autorizados a vender para a União Europeia, que totalizam 33.
Além dessa lista, a comitiva brasileira levará dados sobre estabelecimentos inspecionados, mas que não são habilitados para a União Europeia; lista de produtores de suínos habilitados para outros mercados exigentes como Estados Unidos e Japão e produtores de bovinos, aves e asininos habilitados para outros mercados exigentes com exceção da União Europeia.
Um bajeense na comitiva
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) integra a comitiva empresarial que acompanhará Tereza Cristina a partir de hoje. O bajeense Gedeão Pereira, diretor de Relações Internacionais da CNA e presidente da Federação de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Muni Lourenço, vice-presidente da Confederação e presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), e Lígia Dutra, superintendente de Relações Internacionais da CNA, participam da missão.
“São quatro países importantíssimos para o agro e temos uma expectativa muito grande no sentido de aumentar o comércio com esses países, principalmente nas proteínas animais. Existe um bom espaço para ampliar com a habilitação de novos frigoríficos,” afirmou Gedeão Pereira.
Segundo levantamento da CNA, em 2018, a China foi o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. O Japão ocupou a 6ª colocação; o Vietnã a 9ª e a Indonésia a 17ª. Juntos, esses países importaram US$ 40,67 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, ou cerca de 40% do total exportado em 2018.

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