ANO: 25 | Nº: 6313

Viviane Becker

viviminuano@hotmail.com
Colunista social do Jornal Minuano, Viviane Becker é experiente jornalista de geral e conhecida editora do caderno de variedades Ellas.
10/05/2019 Caderno Ellas

Não sei como a gente consegue

Adriana Di Lorenzo
Psicóloga e psicoterapeuta psicanalítica
adridilorenzo@uol.com.br

“Um estudo recente mostrou que mulheres com crianças pequenas não dormem a noite inteira. Pesquisadores não conseguiram explicar por que. Ora! Podiam ter me perguntado”.

É assim que Kate, (Jessica Parker) a mesma atriz que fez enorme sucesso com a série “Sex in the City”, inicia o filme “Não sei como ela consegue”. Baseado no best-seller da escocesa Allison Pearson, Kate vive as aventuras e desventuras de uma mulher moderna que, além de cuidar dos filhos e do marido, também quer manter a carreira de sucesso como executiva financeira.

Talvez a história passe batida para algumas de nós. No entanto, não é o que acontece para a maioria, principalmente, para as mulheres que se tornaram mães.

Antes de ser mãe, você não tem ideia do quanto sua vida mudará. Mas mudará. E muito! Sentimentos contraditórios surgirão. Ás vezes, parece que não vai dar certo. Que não vai ser possível. Às vezes, você tem a sensação que não faz o suficiente. E que o suficiente não é o bastante. E sente culpa! Muita culpa! Também irá se preocupar para todo e sempre: se ele vai nascer com saúde, se vai mamar bem, se vai adaptar-se à escolinha, se vai ter amigos, se vai se alfabetizar e por aí vai!

Você vai errar. É inevitável! Afinal, você é normal! Acredite! Você está simplesmente tentando, como a personagem do filme, conciliar tudo aquilo que faz sentido em sua vida – seus filhos, seu amor e seu trabalho.

Assim como muitas de nós, Kate sofre preconceito de todos os lados. Dos homens que veem na maternidade uma fraqueza. Porém, o pior deles vem de suas iguais, mães de colegas da escola de seus filhos que consideram que o trabalho da protagonista prejudica sua relação com os filhos e com o marido. Pobres mulheres! Ainda não entenderam que o resumo é de cada uma e que estamos todas juntas no mesmo barco!

Apesar de todas as adversidades possíveis, Kate aprende a escrever seu próprio resumo. Do seu jeito, ela amadurece. O amor a fortalece e acaba tornando tudo possível. Afinal, tudo é possível! Basta ter coragem e, assim como Kate, escrever a história da forma que quisermos. Da forma que desejarmos.

A escritora Clarice Lispector dizia que havia três coisas para as quais daria sua vida. “Nasci para amar os outros, nasci para escrever e nasci para criar meus filhos. (...) As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto.”

Clarice estava certa. Com o tempo, percebemos que a vida é muito curta mesmo. E é curta para todas! Por isso, valorize seu tempo. Suas escolhas. Julgue menos e perceba se está dando sua vida para aquilo e aqueles que realmente fazem sentido para você. Lembre-se que você não está sozinha. Há muitas de nós por aí. E que, no final das contas, a gente sempre acaba dando um jeito. Não sei como a gente consegue! Mas consegue! E se uma das suas escolhas foi a maternidade, aproveite seu dia! Ele é todo seu! E você merece!

Um maravilhoso Dia das Mães!

 

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