ANO: 25 | Nº: 6282

Norberto Dutra

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Pastor e presidente da Igreja Assembleia de Deus de Bagé Doutor em Divindade
11/05/2019 Norberto Dutra (Opinião)

O que somos no deserto

A partir deste estudo compreendemos o que somos no deserto, que Deus nos conduz para esse lugar para mostrar-nos que dependemos mais dos Seus recursos do que dos nossos próprios. É fácil depender da provisão quando nós a possuímos e ela é administrada por nós. Mas, na escola do deserto, aprendemos que nosso sustento vem do Provedor, e não da provisão. E quando a nossa acaba, Deus sabe onde estamos, para onde devemos ir e o que devemos fazer. A nossa fonte pode secar, mas no manancial do Senhor jamais deixa de jorrar. Os nossos recursos podem tornar-se escassos, mas os celeiros de Deus continuam abarrotados. Nessas horas, precisamos aprender a depender mais do Provedor do que da provisão. Na escola do deserto, aprendemos que fomos plantados por Deus com o propósito de sermos capacitados para uma grande obra, e assim, forneceremos frutos que alimentarão outras pessoas. Todos que foram treinados por Deus no deserto foram grandemente usados por Ele. E quanto mais intenso é o treinamento, mais poderemos ser instrumentos do Altíssimo. Por exemplo, porque foi treinado por Deus por 40 anos no deserto, Moisés pôde libertar Israel da escravidão e guiar esse povo rumo à Terra Prometida. Porque foi graduando na escola do deserto, Elias pôde enfrentar, com bravura, a fúria do ímpio rei Acabe e trazer a nação apóstata de volta para a presença do Senhor. Porque passou três anos no deserto da Arábia, Paulo foi preparado por Ele para ser um grande líder do cristianismo. Todos eles foram plantados por Deus no deserto, e ali aperfeiçoaram a missão que assumiriam e que foi designada pelo Senhor ao longo da estrada da vida. Tal como árvores plantadas no ermo, demonstraram ao mundo que Deus é capaz de transformar o deserto em tanques de água e a terra seca, em mananciais (Isaías 41.18). Quando Deus nos leva para o deserto é para equipar-nos, e, depois, Ele nos usa com graça e poder em Sua obra. Nós somos capacitados por Ele no deserto, a fim de lançarmos raízes profundas no vale da sequidão, transformando-o em lugar de fontes e águas fundas, pela ação florescente e eficaz de Deus em nós. Não precisamos ter medo do deserto, se Aquele que nos leva para este local está no comando de tudo. A escassez desse lugar é intensa, e a solidão, patente. Porém, a ação de Deus nele é intensa e restauradora. É no deserto que observamos melhor e com maior nitidez o que o Senhor quer que sejamos, e é lá também que o frescor das folhas verdes possui maior valor. Do mesmo modo, é lá que podemos realçar a presença viva do Espírito Santo em nós! Apesar da aparente ausência de tudo, é no deserto que as bênçãos de Deus abundam – é ali que se cumpre a profecia de Isaías, que estudamos aqui: Os aflitos e necessitados buscam águas, e não as há, e a sua língua se seca de sede; mas eu, o Senhor, os ouvirei, eu, o Deus de Israel os não desampararei. (Isaías 41.17). O deserto tende a fazer-nos desanimar, pois o clima é desfavorável, e o ambiente, desconfortável. Além disso, ele, de uma forma geral, tem reputação de sustentar pouca vida. Mas, é no calor escaldante do deserto, neste lugar árido e desconfortável, que descobrimos a fonte da Água da Vida. É no deserto que somos preparados, moldados e fortalecidos para conquistar o lugar ideal. Não existe a menor possibilidade de passarmos para um lugar definitivo para outro sem, antes, pisar no terreno transitório que é o deserto. No deserto conhecemos mais Deus e descobrimos quem somos. Às vezes, por mais que peçamos, Deus não muda o clima do deserto, mas o usa para mudar-nos! Deus abençoe você até o próximo final de semana! Amém!

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