ANO: 25 | Nº: 6400

Divaldo Lara

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13/05/2019 Divaldo Lara (Opinião)

Momento de solidariedade

Ontem comemoramos o Dia das Mães. Uma data dedicada a pensarmos no amor e doação destas mulheres, que não medem esforços para proteger e cuidar dos filhos, biológicos ou não. E passei a pensar um pouco além, para levar este amor além do colo da nossa própria mãe e do teto da nossa casa e fazer com que este carinho e doação chegue aos lares de outras mães. Sabe o que convidei a família a fazer? Mexer no guarda roupas.
Lançamos, nesta quinta, a edição 2019 da Campanha do Agasalho. Um bonito momento em que os bajeenses se unem, voluntariamente, em benefício daqueles que mais precisam e, aqui em casa, não poderia ser diferente. Aliás, voluntariado e doação, seja no quesito material ou na união de causas deste tipo, é uma marca característica dos bajeenses da qual muito me orgulho.
Desde o ano de 2017, portanto em duas edições, houve expressivo progresso tanto na arrecadação quanto na forma de distribuição. No ano de 2018, foram 22.800 peças. A distribuição iniciou pelo bairro Damé e chegou às 883 famílias cadastradas, divididas em 19 localidades. São cerca de 2.600 pessoas que receberam as peças arrecadadas e organizadas em kits personalizados, de acordo com cada estrutura familiar e os tamanhos adequados.
Durante o período de distribuição, e como parte integrante das edições do projeto Meu Bairro Melhor, também foram montadas "Lojas de Roupas" para distribuição gratuitas de peças, onde era possibilitado, aos moradores, a escolha do vestuário desejado.
O Dia D, realizado nas duas edições anteriores e que se repetirá neste ano, é o ponto alto da campanha, sempre com forte participação do Exército. Nesta data, centenas de pessoas levam até o Centro Administrativo sua contribuição e, neste ano, realizaremos no dia 1º de junho.
A Campanha do Agasalho sempre foi, tradicionalmente, uma ação do gabinete da Primeira Dama. Em nossa gestão, a Primeira Dama não exerce cargo público, mas doa-se, voluntariamente, a esta causa todos os anos, juntamente com uma equipe capitaneada pela SMASI, mas que envolve desde o meu gabinete e todas as demais secretarias e voluntários que, somados, chegam a 250 pessoas.
A quantidade nas arrecadações nos faz acreditar que, este ano, chegaremos às 25 mil unidades e estamos solicitando uma maior doação na quantidade de cobertores, edredons e peças que protejam contra o frio, principalmente na hora de dormir. Já passei por isso na minha infância e a triste lembrança que tenho, até hoje, era a de desejar o amanhecer o quanto antes para melhor aquecer com os primeiros raios de sol. É, de fato, uma sensação muito ruim. Também lembro, na infância, de já ter sido beneficiado por campanhas do tipo. Hoje, o momento da entrega é realmente muito emocionante para mim, principalmente ao ver as famílias abraçarem-se, enroladas em cobertores, simbolizando um momento de união, a mesma união que a carência de peças mais quentes fazem com que as famílias durmam juntas para aquecerem-se entre si, com o calor humano. É marcante e inesquecível!
Não esqueça, não deixe para depois, pois cada noite de frio pode ser um martírio para quem passa. E como diz um dos slogans da nossa campanha, cabide não sente frio.

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