ANO: 25 | Nº: 6385
15/05/2019 Cidade

Seminário analisa potencial do carvão e polo carboquímico regional volta à pauta

Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

Governador em exercício, Ranolfo Vieira Júnior representou o Executivo na abertura do evento
Governador em exercício, Ranolfo Vieira Júnior representou o Executivo na abertura do evento
Estado que concentra 89% das reservas brasileiras de carvão, o Rio Grande do Sul tenta tirar do papel o polo carboquímico. Por isso, o potencial do mineral existente no solo gaúcho foi tema de seminário promovido pela Sociedade de Engenharia do RS (Sergs), ontem, em Porto Alegre.
Governador em exercício, Ranolfo Vieira Júnior representou o Executivo na abertura do evento. "Não tenho dúvida sobre a importância desse tema no nosso cenário atual. Em razão disso, este seminário é extremamente relevante", afirmou.
Assim como o secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos Junior, o governador Eduardo Leite está em agenda no exterior e gravou um vídeo de saudação aos participantes, que foi exibido na abertura. "Nosso grande desafio é transformar esse precioso bem natural em emprego e receita de forma sustentável. Para isso, estamos conduzindo com grande responsabilidade e apoiando uma ampla discussão com a sociedade de que forma podemos gerar desenvolvimento socioeconômico sem comprometer o ambiente para as próximas gerações", disse Leite em vídeo.
O Estado já tem uma política de incentivo ao uso diversificado do carvão e o projeto do polo carboquímico do Rio Grande do Sul, com dois complexos, um na Campanha e outro no Baixo Jacuí, ambos criados pela Lei n° 15.047, de 29 de novembro de 2017. Estudos apontam que esse complexo carboquímico integrado deve proporcionar expansão de R$ 23,4 bilhões no PIB, R$ 3 bilhões em ICMS e gerar 7,5 mil empregos diretos e indiretos até 2042.
O presidente da Sergs, Luís Roberto Ponte, destacou que o potencial do carvão vai muito além do uso como combustível. As tecnologias avançaram bastante, tanto na mineração como na transformação do mineral, permitindo produzir gás natural e produtos químicos que o RS inclusive precisa, como o metanol (insumo da cadeia do biodiesel e da indústria química) e amônia e ureia (uso na indústria de fertilizantes). Todos esses insumos o Estado importa praticamente na totalidade para atender à demanda. “Claro que precisamos pensar e ter responsabilidade com o ambiente e a sustentabilidade, mas, para isso, temos engenheiros que calcularão todos os riscos, além de órgãos como Fepam, que só emitirá licenças se tudo estiver regular, e de fiscalização, como Ministério Público. Todos garantirão a condução segura desse processo”, afirmou Ponte.
O seminário tem quatro painéis, com especialistas de diversas áreas e até mesmo participações internacionais, que buscam exemplos de outros países e discutem os desafios no RS.

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