ANO: 25 | Nº: 6401

Norberto Dutra

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Pastor e presidente da Igreja Assembleia de Deus de Bagé Doutor em Divindade
18/05/2019 Norberto Dutra (Opinião)

O que somos no deserto (parte final)


Plantarei no deserto o cedro, e a árvore da sita, e a murta, e a oliveira; conjuntamente, porei no ermo a faia, o olmeiro e o álamo. Que sejamos, então, como o cedro, símbolo de força, grandeza e durabilidade. Que esta nossa força e grandeza possa ser aplicada na vida da igreja, por meio do nosso exemplo de que Cristo habita em nós. Coluna e firmeza da verdade, que a igreja experimente crescimento e fortalecimento por meio de nossa motivação cristã. Que a nossa família demonstre a firmeza do nosso caráter e conduta, segundo as leis de Cristo, no amor e na união em torno do Senhor. E que a sociedade possa experimentar uma evolução, ao notar em nossa vida o reflexo de Jesus. Pois: Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água limpa, retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu. (Hebreus 10.22,23). Que a sita ou acácia também possa servir de modelo para nós, ao demonstrarmos pureza e incorruptibilidade em nosso viver diário. Que todos possam notar em nós a sinceridade, a honestidade, o bom senso e a verdade como norteadores de nossas ações. E que não vivamos a putrefação, tão comum às outras "árvores" plantadas pelo mundo. Que a ausência de corrupção moral e espiritual contagie tanto a igreja como a nossa família, e sejamos sementes para um novo tempo e um novo ideal de que a sociedade tanto necessita. Não nos esqueçamos da admoestação de Paulo: Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de vós. (Tito 2.7,8) Observemos, também, a murta, a outra árvore na qual devemos espelhar-nos. Ao passarmos por lutas e adversidades, que não sejam encontradas em nós palavras de murmuração e queixa, mas que sejamos capazes de somente exalar o bom perfume de Cristo. Assim, tanto a igreja como a nossa casa sentirão prazer em nós, pois diante de desafios e provações, elas serão abençoadas pelo odor da salvação em Cristo que emitimos por meio de nossas atitudes e palavras. Como diz Paulo: E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo o lugar o cheiro do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. (2 Coríntios 2.14,15) Além disso, todos também precisam ser como a oliveira. Consagrados à obra do Senhor, que em tudo frutifiquemos e sejamos úteis. Que proporcionemos a luz para nossos familiares, e lancemos esperança e cura para o mundo inteiro. E que sejamos ferramentas eficazes na ação do Espírito, elevando o louvor e glorificando a Deus em nosso viver santo. Assim seremos considerados preciosos pelo Senhor: Estender-se-ão as suas vergônteas, e a sua glória será como a da oliveira, o seu odor, como o do Líbano. Voltarão os que se assentarem à sua sombra; serão vivificados como o trigo e florescerão como a vide; a sua memória será como o vinho do Líbano. (Oseias 14.6,7) A faia é outro modelo do que devemos ser no deserto. Destaca-se aqui a função de todo cristão. Tal qual essa árvore, devemos ser aqueles que proporcionam cura àqueles que sofrem. Cura por meio da palavra de carinho, de consolo, de solidariedade. Cura por meio do companheirismo e da amizade demonstrado que somos discípulos daquele que já não mais nos chama de servos, mas de amigos (cf. João 15.15). Ofereçamos cura e restauração pela Palavra de Deus, que é viva e eficaz para tratar o espírito que sofre. Agindo desta forma, estaremos edificando o corpo de Cristo na terra, e contagiando a todos que nos cercam! Então, romperá a tua luz como a alva, e atua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a gloria do Senhor será a tua retaguarda. (Isaías 58.8) Quanto às lutas e adversidades que desabam sobre nós constantemente, imitemos o oleiro, que enverga, mas não quebra, sob tempestades e vendavais. Assim, quando vierem os infortúnios, sejamos firmes na fé, mas curvemo-nos humildes, sabendo que o livramento vem do Senhor, que é misericordioso e bom para com o Seu povo! Mais uma vez, vamos render-nos às palavras do apóstolo: Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nos um peso eterno de glória mui excelente. (2 Coríntios 4.16,17) Por fim, o que devemos fazer quando o fogo da provação e da dor abater sobre nós? Lembremo-nos do álamo. Por crescerem em grupo e possuírem raízes entrelaçadas umas às outras, eles são capazes de resistir aos mais terríveis incêndios. Além disso, também oferecem intensa e convidativa sombra ao viajante cansado da jornada. Sejamos assim! Que o nosso viver promova união e cooperação onde quer que estejamos. Assim, por mais intenso que seja o fogo que venha a atingir nossa igreja ou casa, estaremos prontos para resistir. Ademais, que nossa presença seja reconhecida como revigorante para os peregrinos do mundo que buscarão a sombra de nossas atitudes e valores para ali receberem conforto e vida! Quando passares pelas águas, estarei contigo, e , quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador. (Isaías 43.2,3) Você é uma arvore plantada no deserto para que seja produtiva! Glória a Deus! Você não será uma árvore estéril, mas irá produzir, para a glória de Deus, frutos que abençoem outros e que glorifiquem Cristo. Este é o nosso trabalho na igreja, na família e na sociedade. É o seu trabalho, o seu compromisso com o Senhor na seara. Enquanto estiver vivendo em fé em Jesus, você estará sendo fortalecido para produzir frutos no deserto, neste mundo sem Deus, onde falta a paz. E você é o instrumento do Senhor para fazer a diferença. Pois agora você já sabe o que somos no deserto! Aleluia, glória a Deus! Fim. Deus abençoe a todos e até o próximo final de semana!

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