ANO: 26 | Nº: 6540
22/05/2019 Cidade

Assudoeste e Programas Cidades Sustentáveis firmam acordo de cooperação

Foto: Tiago Rolim de Moura

Divaldo falou sobre as praticas adotadas em Bagé
Divaldo falou sobre as praticas adotadas em Bagé
O Programa Cidades Sustentáveis (PCS) ganhou a adesão da Associação dos Municípios da Região Sudoeste do Estado (Assudoeste) Pampa Gaúcho. Na manhã de ontem, durante o evento realizado no complexo do Museu Dom Diogo de Souza, que contou com curso e oficinas de capacitação para as prefeituras signatárias, o presidente da Associação e prefeito de Bagé, Divaldo Lara, do PTB, e a coordenadora de mobilização do programa, Zuleica Goulart, firmaram um termo de cooperação. Com isso, houve a adesão de outros municípios da região ao PCS.
Bagé aderiu em 2016 e já está desenvolvendo práticas sustentáveis. Pela manhã, ainda, ocorreu a abertura e palestras. Na parte da tarde, foi apresentada a plataforma de trabalho para técnicos de prefeituras e de que forma devem ser inseridos os detalhes e as agendas globalizadas.
Na abertura do evento, Zuleica, que já esteve em Bagé no ano passado, durante o Fórum de Cidades Digitais, trouxe detalhes sobre o programa e apresentou agendas globalizadas. Ela salientou que até pouco tempo atrás as mudanças climáticas não afetavam o Brasil, mas, agora, os gestores precisam trabalhar com esses impactos.
A coordenadora também falou sobre a plataforma global e como inserir o plano de metas. Ela ressaltou que Bagé tem avançado nos indicadores e inserção dos dados. “Nossa meta é ampliar o número de cidades signatárias no Estado e a plataforma pode ser importante para o desenvolvimento da gestão e região”, disse.
Atualmente, no Rio Grande do Sul, o PCS conta com a adesão de dez municípios: Antônio Prado, Bagé, Cachoerinha, Lavras do Sul, Manoel Viana, Monte Negro, Nova Santa Rita, Passo Fundo, São Gabriel e Sapucaia do Sul. Com o termo de cooperação, mais seis cidades aderem ao programa: Aceguá, Candiota, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul.

Práticas sustentáveis
Divaldo Lara ressaltou várias práticas que já foram adotadas por Bagé e que trazem ao município uma marca moderna de gestão. Segundo ele, para que a cidade se torne sustentável é necessário que o terceiro setor, a iniciativa privada e o poder público caminhem juntos. “A região está a caminho da sustentabilidade”, disse.
Lara informou que a Administração está trabalhado para ter 80% do esgoto coletado e 60% tratado, 100% das lâmpadas trocadas para Led, 100 câmeras de monitoramento conectadas de forma digital e que já está em processo de liberação da sexta célula do Aterro Sanitário, junto ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que é um órgão da Aeronáutica. “Até o segundo semestre, já deve estar liberado. Com isso, a ideia é realizar a coleta, reciclagem e beneficiamento do lixo”, adiantou.

Adesão
Para o prefeito de Hulha Negra, Renato Machado, do Progressistas, a adesão ao programa é necessária. Ele comenta que, com a assinatura do termo, foi dado o primeiro passo para a região se tornar sustentável. Hulha Negra tem 6,5 mil habitantes e três mil empregos diretos. De acordo com o Chefe do Executivo, a cidade conta com 87% do esgoto coletado e tratado. “Já estamos no caminho da sustentabilidade. Temos que aperfeiçoar e seguir as orientações do programa”, relata.
Segundo o vice-prefeito de Bagé, Manoel Machado, do PSDB, o programa foi criado através de resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) pela Agenda 2030. Ele explica que, em 2017, quando assumiu seu posto no governo, começou a se fazer a divulgação em todas as cidades, explicando a importância da tratativa.
Machado relata que Bagé foi a única cidade do Estado a receber o curso. “O desafio, agora, é ampliar e trazer o aperfeiçoamento através do desenvolvimento das gestões municipais para chegar com o desenvolvimento em todo o Brasil”, explica.

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