ANO: 25 | Nº: 6382

Fernando Fagonde

fernandofagonde@gmail.com
Professor do curso de Sistemas de Informação da Urcamp | CIO da Y
24/05/2019 Fernando Fagonde (Opinião)

Empregos do futuro

"O computador surgiu para resolver os problemas que não existiam antes dele ser inventado."
Essa frase anônima que circula na internet representa de forma divertida as mudanças que estão acontecendo na vida das pessoas em virtude da utilização de tecnologia.
Essas mudanças são tão amplas e profundas que não há uma área sequer que não tenha sofrido algum tipo de alteração nos últimos anos.
O professor israelense Yuval Noah Harari, disse em um de seus livros que até 2050 uma nova classe de pessoas irá surgir, a classe dos inúteis.
Walter Block, economista americano, em uma de suas apresentações, disse que a fábrica do futuro terá apenas dois operários: um homem e um cachorro. Função do homem: alimentar o cachorro. Função do cão: não deixar o homem tocar nas máquinas.
As citações acima nos permitem algumas reflexões quanto à necessidade individual e constante de aprimoramento e atualização que os seres humanos, independente da área de atuação.
Até pouco tempo atrás, saber usar as ferramentas tecnológicas era um diferencial de cada indivíduo disponível ou não no mercado de trabalho. Hoje não é mais diferencial e sim obrigatório, básico e inquestionável. O diferencial, agora, é saber identificar uma oportunidade e desenvolver as ferramentas. Essa é uma competência que é buscada de forma quase unânime nos sites e agências de emprego. Isso é o motivo, também, dos altos índices de turnover nas empresas. O mercado é voraz.
A empresa de consultoria internacional Cognizant, disponibilizou um estudo onde são listados os 21 empregos do futuro, onde apresenta uma lista de responsabilidades, competências, qualificações e requisitos para conseguir ou se manter trabalhando nos próximos 10 anos, logo ali.
Nesse artigo, alguns itens chamam a atenção:
Analista de jornada de realidade aumentada, um tipo de trabalho que vai da medicina até a arquitetura e engenharia, passando pela educação de qualquer nível.
Analista de aprendizado de máquina quântica, ensinar computadores quânticos a "aprender", atividade que vai aumentar inúmeras vezes a capacidade da humanidade de identificar coisas de doenças até desastres naturais.
Facilitador de TI, essa é fácil, é o profissional que conhece tudo de gente e tudo de tecnologia e consegue fazer o "meio de campo" entre as duas áreas.
Técnico de cuidados de saúde com auxílio de Inteligência Artificial, basicamente alguém que desenvolve robôs para ajudar outras pessoas a melhorarem a sua saúde.
Analista de ciber-cidades, é o urbanista do futuro, aquele que consegue juntar mobilidade com tecnologia e transformar o cotidiano das pessoas que estarão submersas em experiências tecnológicas.
Uma coisa em comum. Todos esses trabalhos do futuro e aqueles que ainda não foram pensados tem o conhecimento tecnológico, a utilização de TI, a importância dessa área que era dos Nerd de antigamente.
Talvez "a ficha" não tenha caído ainda para a maioria as pessoas ou empresas (percebi agora que o termo "ficha" já está ultrapassado há décadas) mas, partindo do operacional "chão de fábrica" até o mais alto nível hierárquico, saber trabalhar e usar tecnologia da Informação não é mais opcional.
Se eu pudesse dar só uma dica, ela seria: incentive toda a sua equipe a estudar alguma coisa da área de tecnologia, agora!
E se por acaso passar pela sua cabeça a dúvida sobre o que vai acontecer se eles estudarem e depois forem embora, acredite, vai ser muito pior se eles não estudarem e ficarem.

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