ANO: 25 | Nº: 6312
24/05/2019 Segurança

Operação apreende mais de 140 quilos de alimentos de origem animal sem procedência

Foto: Tiago Rolim de Moura

Combate ao abigeato e fiscalização de produtos são focos do grupo
Combate ao abigeato e fiscalização de produtos são focos do grupo

Uma nova ação do Grupo de Ações Integradas de Segurança Rural (Acinser), desenvolvida na manhã de quinta-feira, na região central de Bagé, assim como no bairro Passo das Pedras, resultou na apreensão de cerca de 140,8 quilos de alimentos de origem animal sem procedência. De acordo com o coordenador do Acinser, sargento Flávio Martins, a ação buscou combater o abate irregular, o abigeato e verificar produtos com data de validade vencida.

A ação teve início em um mercado no centro da cidade, um dos pontos elencados a partir de um critério de denúncias sobre produtos sem procedência, destacou o sargento. “Hoje (quinta-feira), fiscalizamos três locais que haviam denúncias”, esclareceu. No primeiro estabelecimento, apenas foi necessário orientar a proprietária sobre o armazenamento correto de alguns produtos.

Já no segundo mercado, no bairro Passo das Pedras, foi encontrado, no freezer do estabelecimento, dois animais silvestres (tatus), que foram apreendidos pelo Pelotão Ambiental da Brigada Militar. Segundo os agentes, foi confeccionado um termo circunstanciado, para o pagamento de multa de R$ 500 por animal, os quais foram apreendidos. No mesmo estabelecimento, conforme explicou a coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), Margarete Franco, também haviam alguns produtos que eram para serem vendidos resfriados e estavam congelados. “Os estabelecimentos devem seguir as orientações dos rótulos. A indústria determina ali, na embalagem, que deve ser mantido resfriado e, em alguns lugares, são congelados, para possivelmente terem mais durabilidade. Mas isso é errado. Hoje, orientamos, pois, muitas vezes, os proprietários não leem os rótulos”, resumiu.

A Vigilância Sanitária e o Serviço de Inspeção Municipal, por sua vez, identificaram 38,8 quilos de alimentos de origem animal sem procedência. Consta que também havia um corte de carne não identificado, possivelmente sendo de capivara. Ainda, foi orientado, pelos bombeiros, para a necessidade renovação de Alvará de Funcionamento.

No terceiro e último estabelecimento fiscalizado, outras situações foram constatadas. No local, por exemplo, foram apreendidos 108 quilos de alimentos, entre eles, charque sendo produzido no local, carne suína com quase um ano de validade vencida, além de outros itens sem o armazenamento correto. Conforme o Corpo de Bombeiros, neste estabelecimento, havia uma peça com diversos botijões de gás de cozinha, possivelmente caracterizando uma revenda. O local recebeu uma notificação de infração por isso e, ainda, por não estar com o alvará em dia.

Participaram da operação, agentes da Brigada Militar, Pelotão Ambiental da BM, Serviço de Inspeção Municipal (SIM), Corpo de Bombeiros Militar de Bagé, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e Vigilância Sanitária da Prefeitura de Bagé.

 

Força-tarefa

Já um dia antes, na quarta-feira, agentes da Força-Tarefa do Programa Segurança Alimentar do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco - Segurança Alimentar) fiscalizaram três estabelecimentos em Bagé. Ao todo, cerca de 1,2 tonelada de alimentos impróprios para o consumo foi apreendida durante a ação.

Foram fiscalizados supermercados, sendo que, em um deles, a padaria foi interditada. Conforme o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, os principais problemas encontrados nos locais vistoriados foram mercadorias vencidas, carnes e embutidos sem identificação do SIM, pão sem data de validade, temperaturas inadequadas e remarcação de validade de produtos.

Na terça-feira, por sua vez, os trabalhos aconteceram em Aceguá, onde 230 quilos de alimentos foram inutilizados. No município, dois estabelecimentos foram fiscalizados. Nesta ação, participaram das operações a promotora de Justiça de Bagé, Marlise Martino Oliveira, representantes da Vigilância Sanitária Municipal e Estadual e das Secretarias de Estado de Agricultura e de Saúde.

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