ANO: 25 | Nº: 6405

Viviane Becker

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Colunista social do Jornal Minuano, Viviane Becker é experiente jornalista de geral e conhecida editora do caderno de variedades Ellas.
24/05/2019 Caderno Ellas

Paixão que contagia

Foto: Reprodução JM

Ellas fazem com amor
Por Rosane Coutinho

 

Paixão que contagia

Sílvia Ruchiga

 

A coluna de hoje conta um pouco da profissional que comemora 25 anos dedicados à dança, à frente do Centro de Danças BioCenter.

Nossa protagonista, Sílvia Ruchiga, foi inserida no cenário de enormes salões, compostos com inúmeras barras aos quatro anos. De tão pequena, nem sabia o que queria, mas bastou a primeira aula para que a mãe percebesse que a menina tinha perfil de bailarina. Lembra que estudou musicalização, flauta e inclusive foi baliza de banda.

Tudo iniciou no ballet clássico do Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA),  mas foi quando a inesquecível professora Marinei Ester retornou para a cidade, que Silvinha como é conhecida, passou a se dedicar à arte de ensinar e, assim, se apaixonou  pela dança.

Para Silvinha, o mais bonito da profissão é perceber o quanto é contagiante, pois a mesma paixão que um dia desabrochou nela, é perceptível em suas alunas. Ela embasa a sua teoria citando a filha, Eduarda, que, aos 21 anos, ensina danças orientais. “Claro que cada pessoa tem o seu estilo. Eu gosto da dança  contemporânea. Já a Duda, prefere a dança do ventre”, diz a produtora de espetáculos e sócia proprietária da BioCenter.

 

Querer é poder

Para Silvinha dança é sinônimo de sacrifício, embora acredite que quando se faz com amor, nada é difícil. “Tu te tornas aquela pessoa que nada pode, porque hoje, tem ensaio!”, brinca. A profissional da dança explica que nesse trabalho não existe folga, porque até mesmo nos momentos de descanso, os assuntos são sobre coreografias, figurinos e festivais. "Eu não saberia viver sem estar totalmente incluída nesse mundo", relata.  

Para a educadora, a arte da dança necessita muito estudo, dedicação e a busca constante de inovação. “É preciso ter muita criatividade para passar o conhecimento, e para isso eu busco métodos. Se quero ensinar um arabesque, por exemplo, eu vou ter que encontrar várias formas até que a aluna aprenda a realizar a posição correta. Para isso, trago livros para as aulas e uso metodologias diferentes, o tempo todo”, elucida.

Nos dias de hoje, a pedagoga com especialização em Educação confessa que não sobra tempo para dançar, porque está 100% dedicada a ensinar. Mesmo assim, relembra emocionada dos solos que já fez. "Ser escolhida para uma apresentação solo, significa, que és a única bailarina no palco, que teu talento já está tão lapidado, que todos os olhares serão voltados apenas para ti, e que terás a possibilidade de prender a atenção do público durante os minutos de dança", salienta.

A professora comenta que, nesse universo que exige muito estudo e dedicação, é preciso abdicar de inúmeras vontades ou convites para estar ensaiando por meses. "Mas os minutos no palco são imensamente proporcionais à euforia sentida nas coxias (momento de bastidores antes do início do espetáculo), ao prazer que a apresentação proporciona e a sensação de sucesso e dever cumprido, quando os aplausos cessam e as cortinas se fecham", define.

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