ANO: 25 | Nº: 6382

Norberto Dutra

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Pastor e presidente da Igreja Assembleia de Deus de Bagé Doutor em Divindade
24/05/2019 Norberto Dutra (Opinião)

Um verdadeiro discípulo de Cristo deseja imitá-lo

Apesar de ser reconhecido como médico, uma das maiores colaborações que Lucas prestou ao Reino de Deus foi ter atuado como historiador. O evangelista, ao escrever o Livro de Atos, fez o seguinte registro: Em Antioquia, fôramos discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. (Atos 11.26b) Esse fato aconteceu por volta do ano 43 d.C., e o título (cristãos), até então inédito, foi utilizado para designar os seguidores do Mestre por uma razão simples: eles faziam diferença nos lugares por onde passavam. Os primeiros discípulos de Jesus não estavam interessados em professar uma nova filosofia de vida, tampouco eram revolucionários políticos que visavam à implantação de partidos-seita; antes, porque tiveram suas vidas irremediavelmente transformadas pelo evangelho, traziam em si as marcas do Redentor (Gálatas 6.17). A primeira característica que nos permite identificar um verdadeiro cristão é o fato de ele ser discípulo de Cristo. Os discípulos foram chamados de cristãos, porque o modo de vida deles era parecido com o de Cristo; eles, de fato, imitavam o Mestre. No capítulo 11 da Primeira Carta aos Coríntios – escrita por volta de 55 – 60 d.C. - , chamando para si a responsabilidade de imitar Jesus, Paulo escreveu: Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo. (1 Coríntios 11.1). A cidade de Corinto, de origem grega, nos tempos do apostolo, estava dominada pela idolatria e pela imoralidade; além disso, era reconhecidamente corrupta. Os irmãos que viviam naquela região sofriam com as influências mundanas de seus conterrâneos. A Jovem igreja, que precisava ser sal e luz entre os perdidos, tinha de, em primeiro lugar, experimentar mudanças internas. Para que a cidade fosse liberta da idolatria, era preciso que os cristãos estivessem livres de praticas pagãs, da dissensão, da competição, da licenciosidade, da cobiça e da mornidão. Paulo entendia isso, por esse motivo, quando dirigiu sua primeira carta àquela comunidade – considerada pelos estudiosos como exortativa – apresentou instruções precisas e claras aos seus leitores. O apóstolo aos gentios convocou a igreja de Corinto a atentar para a vontade divina, pois os habitantes daquela cidade precisavam entender que o evangelho da graça não era uma simples manifestação filosófica ou filantrópica. Os problemas que os discípulos enfrentariam naquele lugar precisava ser confrontados por um modelo superior, pelo amor que não busca seus próprios interesses (1 Coríntios 5.1-8.13.1-13). Ressalte-se, porém, que imitar a Cristo significa também obedecer aos Seus mandamentos. Observe o que João disse: Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade (...) Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou. Só podemos ser considerados imitadores de Cristo se praticarmos Suas palavras. Quando colocamos em pratica aquilo que Ele diz, evidencia-se, em nós, a primeira marca do verdadeiro discípulo. Deus abençoe a todos! Amém!

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