ANO: 26 | Nº: 6590
28/05/2019 Cidade

Pesquisa irá buscar peças arqueológicas na região Sul

Foto: Divulgação

Sondagem delimita sítio pré-histórico
Sondagem delimita sítio pré-histórico

O trabalho desenvolvido pelo Instituto de Memória e Patrimônio (IMP), em parceria com a Locus Consultoria Arqueológica Ltda, ambas de Pelotas, irá mapear o Patrimônio Arqueológico em Áreas de Silvicultura da Empresa CMPC Celulose Riograndense. Serão pesquisados, neste processo, os municípios de Bagé, Pinheiro Machado, Pedras Altas, Herval, Arroio Grande, Piratini, Hulha Negra, Cerrito, Capão do Leão, Aceguá, Pedro Osório e Jaguarão.

O trabalho é coordenado pelos arqueólogos Jorge Luiz de Oliveira Viana, Luciana da Silva Peixoto e Cristiano Von Mühlen, com o envolvimento de uma equipe multidisciplinar de 15 profissionais, entre eles arqueólogos, historiadores, geógrafos e antropólogos. Os trabalhos foram autorizados pela Portaria nº 034/CNA/Iphan (publicada no Diário Oficial da União em 20/05/2019) e já foram iniciados.

De acordo com Viana, o trabalho será realizado para obtenção de anuência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a última fase do Licenciamento do Patrimônio Cultural Brasileiro, relacionada à colheita. Ele salienta que o "Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico em Áreas de Silvicultura da Empresa CMPC Celulose Riograndense - Região Sul do Rio Grande do Sul" é subsidiado pela própria empresa.

Viana enfatiza que o objetivo do programa é proteger o patrimônio arqueológico e histórico cultural identificado nas fases/pesquisas iniciais do licenciamento, conforme Lei Federal 3.924/1961 e normatização da Portaria 230/2002/Iphan. Conforme o arqueólogo, o Iphan demandou diversas ações protetivas, como resgates de sítios arqueológicos, limpeza de áreas e remanescentes edificados de relevância para a história regional, pesquisas históricas, entre outras, e um amplo Programa de Educação Patrimonial em 12 municípios da Região Sul.

O arqueólogo salienta que a execução do projeto está prevista para ser desenvolvida ao longo de 24 meses com os trabalhos de campo e 36 para execução global.

Mais imagens

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...