ANO: 26 | Nº: 6539
29/05/2019 Felipe Valduga (Editorial)

Ecobarreiras, a possibilidade


A busca por tornar os arroios que cortam o centro de Bagé em um ambiente de lazer, a exemplo do que foram em períodos passados, é uma busca quase que incessante das gestões municipais. Mas, acima de tudo, desafiadora. Inicialmente porque não basta, literalmente, "limpar" tais canais, mas garantir que o serviço executado seja mantido. O que depende, em grande parte, da própria população.
Pois um desafio em proporções ainda maiores, assumido em Porto Alegre, foi exposto, ontem, em Bagé. A instalação de ecobarreiras no Arroio Dilúvio, adotado há alguns anos, vem colhendo alguns frutos positivos. Senão derradeiros, que muito têm contribuído para diminuir o impacto ambiental que acomete o canal que acompanha umas das principais avenidas da Capital gaúcha.
No caso de Bagé, neste momento, pelo divulgado, não se busca, exatamente, adotar um sistema tal qual o de Porto Alegre. Mas a exposição dos detalhes visa, acima de tudo, instigar as mentes pensantes da Rainha da Fronteira. É possível, no mínimo, projetar que sugestões que brotem a partir da percepção da iniciativa já adotada venham a contribuir com uma ação prática que gere resultados. O que será fundamental.
Em paralelo, outras ações vêm assinalando tal objetivo. Uma delas é a revitalização da Panela do Candal, transformando uma área verde num espaço destinado ao lazer. Neste processo, por óbvio, imaginar que o arroio estaria em condições plenas para os banhos de outrora apenas tornariam a empreitada mais positiva ainda. Que venham as ideias e os almejados resultados.

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