ANO: 25 | Nº: 6358
29/05/2019 Cidade

Projeto de Ecobarreiras do Dilúvio é apresentado em Bagé

Foto: Tiago Rolim de Moura

Grupo avalia trabalho para o município
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O Gabinete do Vice-Prefeito promoveu, na manhã de ontem, a apresentação do projeto que instalou ecobarreiras no arroio Dilúvio, de Porto Alegre. A intenção é aproximar o conceito da tecnologia de Bagé, a fim de prospectar recursos para implantação de algo similar na Rainha da Fronteira.

O projeto, idealizado pelo presidente do Instituto Safeweb, Luiz Carlos Zancanella, foi apresentado para integrantes do Comitê da Bacia do Rio Negro, ativistas ambientais do Ecoarte, empresários e representantes das estruturas de governo por Anajara Godoi, coordenadora Instituto Safeweb. Ele contou que o projeto começou a ser idealizado por Zancanella, após ele conhecer um projeto pioneiro instalado em Baltimore, Maryland. Depois de anos de estudos de aplicabilidade, as ecobarreiras entraram em ação em 2016 e, até o momento, já coletaram mais de 560 toneladas de lixo.

As ecobarreiras são módulos de plástico, instaladas em diagonal em um ponto fixo do arroio, de uma margem à outra. Com alcance de 20 centímetros de profundidade, os módulos conseguem conter resíduos sólidos maiores como garrafas PET e outros tipos de lixo flutuante. "Estamos realizando apresentações em diversos municípios interessados, sensibilizando sobre a importância do projeto, que além da questão ambiental, também tem um viés social, como a geração de renda através do reaproveitamento de lixo", explica.

Um dos responsáveis pela organização do evento na cidade, o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da SDI, Cristian Becker, destaca que a mobilização mostra a preocupação com o planejamento e as boas práticas das diretrizes de gestão de recursos hídricos, através do Comitê da Bacia do Rio Negro, que também conta com representantes do Uruguai, já que o Rio Negro também corta o país vizinho.

A intenção de Becker é buscar aliados para viabilizar técnica e economicamente um projeto semelhante às ecobarreiras de Porto Alegre em Bagé. "Queremos prospectar recursos junto aos organismos internacionais, criar mecanismos e ferramentas para viabilizar o projeto, que vão impactar não apenas Bagé, mas também o Uruguai", explica.

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