ANO: 25 | Nº: 6357

Fernando Fagonde

fernandofagonde@gmail.com
Professor do curso de Sistemas de Informação da Urcamp | CIO da Y
01/06/2019 Fernando Fagonde (Opinião)

Sem o pessoal da TI

“A URCAMP sediou, nesta semana, o curso de Capacitação de Regularização Fundiária. O engenheiro civil e professor da Universidade de Rio Grande (FURG) Glauber Acunha Gonçalves foi o responsável por orientar o processo da regularização fundiária e como se dará em Bagé.” Essa notícia está no site da URCAMP disponível para quem se interessar no assunto.
Em sua fala, entre outros assuntos importantes, o professor disse a seguinte frase:
"Não existe um processo de regularização fundiária sem o pessoal da TI - em minutos roda um SQL lá e se tem toda a resposta nas mãos. Sem TI o que se faz hoje em dia?"
Exatamente, professor! O que se faz, hoje em dia, sem o profissional da TI? Qual processo de transformação da sociedade contemporânea não possui entre seus mecanismos algum ingrediente de TI que caso não existisse tornaria todo o processo ou mais demorado ou mais difícil ou mais caro ou tudo isso junto.
E é nesse aspecto que muitas instituições estão “patinando” ainda, chamam de despesa os investimentos em TI (equipamento ou capacitação de pessoal), não envolvem os profissionais no processo de tomada de decisão ou quando envolvem apenas na condição de tarefeiro.
Outro comportamento comum é chamar o pessoal de TI somente quando o incêndio já começou ao invés de considerar que, se talvez fossem chamados antes, impediriam o incêndio de acontecer.
Ninguém vai se consultar com um médico e chega na consulta dizendo que quer um paracetamol e um antibiótico. O médico pergunta qual a dor e discorre sobre uma sequência de sintomas associados que têm impacto no diagnóstico. De forma invertida, o “usuário” de TI já chega com o diagnóstico pronto e totalmente errado pedindo pelo remédio que o satisfaça e, quando esse remédio, não resolve o problema bota a culpa no laboratório. Não considerando que talvez não tenham envolvido as pessoas certas no momento certo.
Não estamos dizendo que o pessoal de TI é melhor do que ninguém, nem que a nossa área é a mais agradável ou bem sucedida, se foi essa a impressão causada até aqui desculpe-nos e nos dê uma chance de nos apresentarmos melhor.
Saiba que nosso plano não é dominar o mundo como a Skynet ou o Império do Darth Vader, nossos planos começam em facilitar a vida das pessoas usando tecnologia, passando por diminuir as despesas dos indivíduos e empresas, chegando até o diagnóstico precoce do câncer e da depressão.
Falando em depressão, saiba que estudos indicam que das 10 profissões mais depressivas, cinco estão na nossa área. Talvez seja por nos chamarem somente depois da crise instaurada.
Enfim, num mundo cada vez mais tecnológico, os médicos sabem usar alguma coisa de TI, os advogados sabem usar alguma coisa de TI, os professores estão usando muitas coisas de TI, mas ser usuário é bem diferente de pensar TI, avaliar TI e fazer diagnósticos e planejamentos de TI. Da mesma forma que um profissional de TI não sabe dar receitas para prescrições de tratamento, os profissionais das outras áreas devem usar e abusar de TI para facilitar as suas vidas e profissões, porém, se quiserem ter um diferencial, chamem o profissional certo para a coisa certa na hora certa.
Ele disse: “...em minutos roda um SQL lá e se tem toda a resposta nas mãos.”
Nós dizemos: “Levamos anos para saber como armazenar os dados que o SQL retorna e horas para pensar em qual SQL fazer para mostrar o que o usuário precisa”.’
Em tempo, não consertamos ar-condicionado nem cafeteiras. Sem menosprezar ninguém, nossa área de atuação é outra.

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