ANO: 25 | Nº: 6335

Norberto Dutra

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Pastor e presidente da Igreja Assembleia de Deus de Bagé Doutor em Divindade
01/06/2019 Norberto Dutra (Opinião)

Um verdadeiro discípulo de Cristo deseja estar junto Dele

João narrou o episódio em que Jesus apresentou um duro discurso aos Seus mais próximos seguidores; naquela ocasião, o Mestre perguntou se os Doze desejavam abandoná-lo como fizeram muitos dos que o seguiam.

E dizia: Por isso, eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai lhe não for concedido. Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram para trás e já não andavam com ele. Então, disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o filho de Deus.

João 6. 61 - 69: No período do êxodo, o Todo-poderoso sustentou o Seu povo com o maná do céu, manhã após manhã, por quarenta anos (êxodo 16). A partir de então, no decorrer do texto bíblico, observamos que o pão passou a ocupar um papel de centralidade no cardápio e nas celebrações de Israel (Êxodo 25.30; Levítico 23.17). No capítulo 6 do Evangelho de João, fazendo alusão a esse elemento de grande simbolismo para os judeus, Jesus revelou aos que o seguiam que Ele era o pão de desceu do céu (João 6.41); o pão da vida (João 6.48-51).

O Mestre pretendia fazer Seus ouvintes entenderem que todos os que comeram do maná no deserto, um dia, pereceram, pois, apesar de necessário à sobrevivência física naquele período da história, ele não era capaz de garantir a vida eterna. Com esse discurso, Jesus queria que Seus seguidores compreendessem que, assim como Deus provera alimento para os israelitas no deserto, Ele estava pronto a suprir as necessidades dos homens com o alimento espiritual.

No versículo 52, no entanto, observamos que alguns judeus consideraram um absurdo o que Ele dissera, pois interpretaram Suas palavras ao pé da letra. Não bastasse ter declarado que era o pão que desceu do céu, Jesus disse que se eles não comessem a carne do Filho do Homem e não bebessem o Seu sangue, não teriam vida em si mesmos. A última declaração do Mestre chocou-os ainda mais, pois aos filhos de Abraão era vedada a ingestão de sangue (Levíticos 7,26,27).

Assim, infelizmente, muitas pessoas que procuravam Jesus naquele dia para aprender Dele rejeitaram Seus ensinamentos. Ao perceber que muitos deixaram de segui-lo (João 6.66), Jesus voltou-se para os doze e perguntou se eles também queriam ir embora (João 6.67). Pedro, fazendo-se porta-voz do grupo, pronunciou uma frase que se tornou célebre entre os cristãos de todos os tempos: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna (João 6.68b).

Os doze não estavam dispostos a abrir mão da companhia do Salvador, eles entenderam que a vida está no sangue _ Porque a alma da carne está no sangue, pelo que vô-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação pela alma (Levítico 17.11) _; eles compreenderam que ao aceitarem o sacrifício do corpo e do sangue de Cristo eles receberiam a vida eterna.

É fato: os verdadeiros discípulos desejam estar sempre perto de seu mestre. Mas, nos dias atuais, como podemos estar perto de Cristo? A resposta é simples: Por intermédio da oração, por meio da meditação na Palavra. Se lermos atentamente o Evangelho de Mateus, do capítulo 4 _ depois que Cristo foi tentado no deserto por Satanás (1-11) _, até o capítulo 26_ onde começa a trajetória da crucificação _, percebemos que Jesus sempre esteve rodeado por discípulos; estes, ao seguirem-no por toda parte, demostravam com tal atitude que ansiavam estar perto dele.

Para ficarmos perto do Senhor, precisamos nos afastar do pecado e dar lugar ao Espírito Santo; além disso, necessitamos falar com Ele em oração, conhecer Sua Palavra e cultuá-lo. Quando assim agimos, demonstramos que queremos estar próximos dele.

Deus abençoe e até o próximo final de semana! Amém!

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