ANO: 25 | Nº: 6282
06/06/2019 Felipe Valduga (Editorial)

O futuro do carvão


A proximidade de uma possível privatização da Companhia Rio-grandense de Mineração, a CRM, tem motivado uma série de questionamentos. Pró e contra a venda da estatal à iniciativa privada. Mas, acima de tudo, a grande dúvida do momento é sobre o futuro do carvão e, claro, neste caso, de Candiota. Basicamente porque toda - ou melhor, grande parte - a economia do município gira em torno do mineral.
O caso é que, com privatização ou não, este recurso, abundante na região, não deixará de ser extraído e aproveitado, seja para a produção de energia elétrica ou mesmo outra finalidade. Prova disto é a iniciativa exposta nesta edição do MINUANO, na página 10, que apresenta uma tratativa que pretende ceder o uso de quatro lotes para a retirada do carvão. Tendo êxito os trâmites em pauta, serão nada menos que 349 milhões de toneladas que poderão ser acessadas e distribuídas ao mercado - conforme estudo já desenvolvido. É um atestado claro que o carvão tem futuro.
Em paralelo, outras propostas se apresentam, vez ou outra, para Candiota. Se o Brasil insistirá em retirar, de sua matriz energética, usinas que utilizam combustíveis fósseis é uma coisa, mas não um triste fim para tal mineral. A Pampa Sul, que deve entrar em operação este ano, por exemplo, seguirá ativa enquanto o contrato já firmado com a União estiver valendo. E isso pode ou não ser assumido por outra empresa, já que o empreendimento está à venda. Em síntese, a geração de energia ainda existirá. E existindo, por uma questão mais que óbvia, deve contar com empreendimentos ativos na Capital do Carvão, onde não há a necessidade de importação, como há em algumas usinas no Norte do Brasil.
Numa narrativa bem direta e clara, o carvão seguirá impulsionando a economia de Candiota e, por consequência, da Campanha gaúcha. Caso contrário, poderá se tornar um verdadeiro "tiro no pé" de qualquer agente público que entenda ao contrário.

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