ANO: 25 | Nº: 6254

Viviane Becker

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Colunista social do Jornal Minuano, Viviane Becker é experiente jornalista de geral e conhecida editora do caderno de variedades Ellas.
07/06/2019 Caderno Ellas

Pelotas: a Princesa do Sul

Foto: Divulgação

O Museu da Baronesa foi inaugurado em 1982
O Museu da Baronesa foi inaugurado em 1982

Conhecida como a Princesa do Sul, Pelotas fica a quase 200 km de Bagé. Tanto a sua zona urbana quanto a rural contam com monumentos, paisagens e belas vistas, que fizeram dela cenário para produções audiovisuais, como as minisséries Incidente em Antares, A Casa das Sete Mulheres e o filme O Tempo e o Vento. Segundo as estimativas do IBGE de 2018, com mais de 340 mil habitantes, é a quarta cidade mais populosa do Rio Grande do Sul. Hoje, vamos falar sobre os atrativos da cidade que se localiza às margens do Canal São Gonçalo.

Em 1780, o português José Pinto Martins fundou, às margens do Arroio Pelotas, a primeira charqueada. A prosperidade do estabelecimento, favorecida pela localização, estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à povoação que demarcaria o início da cidade de Pelotas. Hoje, o município é polo para a economia, a educação e também para a cultura da Metade Sul do Estado. A Princesa do Sul tem um grandioso patrimônio histórico e cultural, tombado ou inventariado.


Prédios históricos


Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), são 1.300 prédios inventariados em Pelotas. Muitas dessas construções vêm da época em que o charque era um dos principais produtos que movimentava a economia. Entre os grandes atrativos da cidade estão a Catedral Metropolitana de São Francisco de Paula, que possui pinturas de Aldo Locatelli e Emílio Sessa. Por outro lado, a Charqueada São João é um dos mais belos e íntegros exemplares da arquitetura do ciclo do charque e foi construída 1807 e 1810, conservando, hoje, o esplendor da época.

O Museu da Baronesa, inaugurado em 1982, que pertence à Prefeitura de Pelotas, possui um acervo de mais de mil peças, destacando-se uma coleção de móveis e acessórios pertencentes à família Antunes Maciel e uma coleção pertencente ao artista plástico Adail bento Costa. O Museu da Baronesa conta a história através de seus objetos, mas também através do ambiente: sua arquitetura e tudo o que compõe o extenso parque, representam a forma de vida das famílias abastadas de outrora.


Fenadoce


A Feira Nacional do Doce (Fenadoce) é um evento anual realizado para promover a cultura doceira de Pelotas. Ela conta o trajeto histórico dos doces que resultam da integração de dezenas de etnias e misturam visões de mundo tanto ocidentais quanto orientais. A feira mais doce do Brasil nasceu em 1986 e, hoje, atrai visitantes de todo o país  e do Mercosul.

Para as doceiras, é a oportunidade de vender e divulgar os deliciosos doces pelotenses. Para os expositores, é a chance de entrar em contato com mais de 300 mil pessoas. Para os visitantes, a Fenadoce oferece um mundo de magia com diversas atrações culturais, gastronômicas e comerciais.

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