ANO: 25 | Nº: 6335
07/06/2019 Felipe Valduga (Editorial)

Um marco para o abastecimento de água


É fato que a passagem de um verão mais chuvoso que o normal, especialmente no mês de janeiro, com uma precipitação quase que exagerada, trouxe alento para uma questão que sempre provoca receios: a possibilidade de estiagem. Em 2019, talvez mais por São Pedro, ou quem sabe pelo consumo mais consciente da população, não houve necessidade do bajeense enfrentar um novo racionamento. E isso, evidentemente, é motivo para comemorar. Porém, há gargalos que ainda precisam ser resolvidos.
Uma das demandas, por assim dizer, promete ser resolvida a partir da próxima segunda-feira. O novo reservatório, construído para substituir uma estrutura datada de 1911, apresenta um novo cenário, que abre possibilidades no que tange o armazenamento de água tratada - ou seja, disponível para abastecer, de forma imediata, toda a população. Em formato arredontado, este espaço será ligado, de forma definitiva, à rede que abastece a cidade. Isso quer dizer que, com esta ação, poderá, enfim, entrar em operação. É um fato mais importante que sua própria inauguração, oficializada em março.
Mas tal medida ainda apresenta uma outra característica fundamental. A partir de agora, tendo em vista que o antigo reservatório deve ser mantido em atividade, após passar por uma ampla manutenção - o que antes era praticamente impossível, já que podia deixar a Rainha da Fronteira sem água por vários dias -, seguirá em uso. Quer dizer que Bagé terá o dobro de água pronta para distribuição e, ainda, com possibilidade de que intervenções, em qualquer as estruturas - antiga ou nova - possam ser desenvolvidas sempre que necessário. Trata-se de uma questão técnica que, por mais que possa não ser considerada importante para alguns, é logisticamente interessante do ponto de vista a garantir a qualidade do hídrico fornecido. Um tratamento sempre poderá ser executado, ao menos é isso que se entende. Enfim, será um marco para o abastecimento da Rainha da Fronteira que, alinhado com a criação de uma nova barragem - o eterno sonho dos bajeenses - deixará o quase sempre presente racionamento no esquecimento.

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