ANO: 25 | Nº: 6254

Egon Kopereck

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Pastor da Congregação Evangélica Luterana da Paz
08/06/2019 Egon Kopereck (Opinião)

Dia dos Namorados

Amigos leitores! Estamos chegando no “Dia dos Namorados”. Dia 12 de junho, uma data especial para casados, solteiros, apaixonados, casais românticos e felizes. Não sei se deveria ter um dia especial para homenagear os casais apaixonados, pois todos os dias deveriam ser cheios de amor e romantismo. Mas, como tem o Dia da Mulher, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia da Criança, e tantos outros datas especiais, também não poderia faltar o “Dia dos Namorados”. Na verdade, o amor é um sentimento lindo. O amor é o dom maior. O capítulo 13, de 1 Coríntios, na Bíblia Sagrada, faz uma bela apologia para o amor. Diz ali: “O amor é paciente e bondoso. O amor não arde em ciúmes, não se envaidece, não é orgulhoso, não se conduz de forma inconveniente, não busca os seus interesses, não se irrita, não se ressente do mal. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, porém o maior deles é o amor.”
Esse sentimento nobre e maravilhoso, é como uma plantinha delicada, que precisa de cuidado, atenção e dedicação. É preciso regá-la regularmente, para que esteja sempre bonita, vistosa, produzindo as flores e o perfume tão almejado. Mas, como esse sentimento, está banalizado, vulgarizado, pisoteado e explorado em nossos dias, não é mesmo? Namorados já não mais se respeitam, não têm limites. Mal se conhecem e já têm relações sexuais, usando o seu corpo de uma forma vulgar, sem compromisso. O casamento, para muitos, já não é mais guardado como algo sagrado, digno de respeito, como nos diz a Palavra de Deus em Hebreus 13.4: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito conjugal sem mácula, porque Deus julgará os impuros e adúlteros.” Aquele tempo bonito de se conhecer, conversar, sentir as afinidades e diferenças, gostos e manias, parece que deu lugar as futilidades, ao simples prazer sexual, e as consequências estão aí: frustrações, decepções na vida e no casamento. Quando Deus instituiu o casamento, ele disse: “O homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Ou seja, o casal toma a decisão de formar um novo lar, se unem pelo amor, ligando-se um ao outro e, então, tornando-se uma só carne, isso significa: só então, vão ter relações sexuais. Essa ordem de Deus, se inverteu, em muitos casos, e as consequências são a crescente desvalorização do casamento, desestruturação da família, que é a base da sociedade.
Jovens leitores, deem tempo ao tempo. Não atropelem as coisas. Tudo tem seu tempo certo. Conheçam primeiro o caráter, a forma de ser, pensar e agir daquela pessoa que fez o coração de vocês acelerar. Uma boa amizade, literalmente, um bom período de namoro, passo a passo, e, então, a busca da concretização do sonho: uma cerimônia bonita e emocionante de casamento, bênção de Deus, e a construção de um lar feliz, que, como Deus desejava, fosse um pedacinho do céu, um lugar de refúgio, o melhor lugar do mundo, cheio de paz, amor, respeito, carinho e cumplicidade. Casais apaixonados, não deixem de confessar, manifestar e demonstrar vosso amor pela esposa ou esposo. Renovem vosso sentimento, um pelo outro, a cada novo dia, com ternura, amabilidades, altruísmo e poesia. E, assim, com a bênção de Deus, tenham um lar muito feliz e um romântico Dia dos Namorados, que se comprova em cada novo amanhecer.

Pastor da Congregação Evangélica Luterana da Paz

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