ANO: 25 | Nº: 6354

Fernando Fagonde

fernandofagonde@gmail.com
Professor do curso de Sistemas de Informação da Urcamp | CIO da Y
10/06/2019 Fernando Fagonde (Opinião)

Computação Ubíqua

Computação ubíqua ou computação pervasiva são os termos usados para descrever a onipresença da informática no cotidiano das pessoas.
Os estranhos termos acima foram criados no século passado, mais precisamente em 1988 quando um cientista definiu algumas tecnologias que teriam como objetivo tornar a interação das pessoas com os computadores invisível. Não invisível como é o wifi, por exemplo, mas invisível no sentido de que as pessoas não perceberiam estar fazendo uso de comandos para um computador.
Em 1999, o cientista britânico, Kevin Ashton, em uma jogada de marketing, percebeu que ubiquidade e pervasividade poderiam ser traduzidas em "Internet das coisas", foi aí que surgiu o termo.
A computação ubíqua deixou de ser futurologia, ou como na sua primeira publicação, uma previsão de tecnologia para o século 21. O século 21 chegou e os empecilhos da sua utilização foram diminuindo gradualmente, hoje em dia, a dificuldade é escolher qual internet se irá usar, antigamente a dificuldade era tê-la.
Citando Asthon: "Se tivéssemos computadores que soubessem tudo sobre as coisas em geral - usando dados que coletassem sem a nossa ajuda - seríamos capazes de rastrear e contar tudo, e reduzir bastante o desperdício, a perda e os custos. Nós saberíamos quando é necessário substituir, reparar ou fazer um recall de um produto, e se estão novos ou ultrapassados. Precisamos capacitar os computadores com seus próprios meios de coletar informações, para que possam ver, ouvir e cheirar o mundo sozinhos, com toda a sua glória aleatória."
A Internet das coisas é possível graças à inserção de sensores e/ou sistemas em hardwares, ambientes, ruas, eletrodomésticos, veículos, linhas de produção, dentre outros, que antes estavam incomunicáveis e hoje podem ''conversar'' tanto com pessoas quanto entre si, através da internet.
Ou como disse o Mark: "As tecnologias mais importantes são aquelas que desaparecem. Elas se integram à vida do dia a dia, ao nosso cotidiano e tornam-se indistinguíveis".
As utilizações são as mais variadas e o conceito principal aqui é que as tecnologias não precisam de interação humana para realizarem as suas tarefas, por exemplo em termostatos que identificam a temperatura do ambiente e regulam o ar condicionado, sem que seja necessário clicar em nada.
A iluminação pública que se ajusta à luminosidade ou sinaliza para o órgão responsável que já está na hora da reposição. Carros que identificam algum mal funcionamento e já agendam a revisão na autorizada. Geladeiras "inteligentes" que identificam a validade do seu conteúdo, ou, caso algum item esteja no fim já realizam o pedido no supermercado mais próximo, deixando para o seu dono o trabalho de desempacotar as compras e degustá-las no momento oportuno.
Uma startup americana inventou um sistema, com sensores de solo e câmeras que monitoram canteiros em hortas domésticas. Se o solo está seco aciona a irrigação, se alguma erva daninha brotou, um braço mecânico a remove, se alguma hortaliça já está em condições de ser colhida envia uma mensagem para o dono da horta, informando da possibilidade da colheita e talvez seja essa a segunda visita da pessoa na horta dela.
Dentro das milhares de aplicações que já existem e daquelas que ainda não foram criadas ainda, algumas são, particularmente, interessantes e úteis e, certamente, algum dispositivo IOT já nos encontrou pelo caminho e mapeou alguma informação nossa sem nem mesmo percebermos. Em breve, nossas casas, carros e trabalhos estarão inundados com esses dispositivos, mas não se preocupe, eles vem para ajudar, a previsão é que até o final do ano que vem já existam cerca de 26 bilhões de dispositivos do tipo.
Essa tecnologia é ubíqua e é também orgânica, se incorporando em nossos hábitos e se adaptando a eles para facilitar nosso dia a dia.

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