ANO: 25 | Nº: 6332
11/06/2019 Campo e Negócios

Municípios da região colhem mais de 440 mil toneladas de arroz

Foto: Divulgação

Em Bagé, safra superou marca de 65 mil toneladas
Em Bagé, safra superou marca de 65 mil toneladas

A finalização da colheita do arroz, no Rio Grande do Sul, oficializada na semana passada, apresentou dados regionalizados da safra 2018/2019. Nos municípios de Aceguá, Bagé, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra e parte de Lavras do Sul, o cultivo do grão resultou numa produção total de 440.835 toneladas.
Em todo o Estado, no total, foram colhidas 7.241.458 toneladas, com produtividade média no Estado de 7.508 quilos por hectare. A área geral foi de 964.537 hectares. O levantamento foi tabulado pela Seção de Política Setorial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a partir de informações coletadas junto aos produtores pelo Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) e pelos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates).
Em relação ao ano passado houve uma redução na área colhida de 10,5% (1.077.959 ha da safra 2017/2018). A produção também apresentou diminuição de 14,5% (8.474.392 toneladas). A produtividade, por sua vez, teve queda de 5,5% (7.949 kg/ha).
Pela região da Campanha, o principal destaque ficou com Dom Pedrito, responsável por 285.033 toneladas de arroz colhidas numa área cultivada de 38.923 hectares, resultando em uma produtividade de 7.323 quilos por ha.
Para o presidente do Irga, Guinter Frantz, uma menor área semeada, as intempéries e a contração no uso de tecnologias em decorrência da falta de recursos são os principais fatores que ocasionaram uma diminuição significativa na produção total de arroz no Estado. "Esperamos que essa queda possa fazer pressão de alta no mercado. Mas, ao mesmo tempo, o orizicultor fica com menos produto em função do seu passivo e das trocas feitas com as indústrias. Isso sim traz um prejuízo maior que a própria frustração da safra. Desapontamento esse provocado pelas condições climáticas desfavoráveis e por menos tecnologia utilizada pela maioria dos produtores devido à falta de recursos financeiros", acrescenta.
De acordo com Guinter Frantz, a estimativa da autarquia é que essa tendência de redução de área continue ou até haja um decréscimo em função da atual situação da maior parte dos produtores gaúchos. O responsável pela Coordenadoria Regional da Planície Costeira Interna do Irga, engenheiro agrônomo Ricardo Machado Kroeff, aponta a redução de produção como um alerta para o setor arrozeiro. "É preciso que estejamos atentos para as matrizes produtivas diversificadas. Não podemos pensar somente em uma única cultura como receita. É necessário ponderar alternativas de manejo, visando uma produção composta por outras culturas, como a soja e a pecuária. E assim, possibilitando maior rentabilidade e sustentabilidade para os produtores", alerta Kroeff.
O levantamento do Irga revela ainda que a melhor produtividade foi registrada na regional Zona Sul, que atingiu uma média de 8.198 quilos por hectare. Nesse quesito, o melhor desempenho entre os municípios do RS foi de Rio Grande, com uma produtividade de 9.121 kg/ha nos 17.190 hectares colhidos.



Toneladas colhidas por área cultivada
Aceguá: 61.694 em 8.249 ha
Bagé: 65.185 em 8.888 ha
Candiota: 2.607 em 425 ha
Dom Pedrito: 285.033 em 38.923 ha
Hulha Negra: 3.740 em 545
Lavras do Sul (oeste): 22.576 em 3.698 ha

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