ANO: 25 | Nº: 6256
11/06/2019 Cidade

Santa Casa apresenta proposta de negociação à Unacon

Foto: Antônio Rocha

Usuários dos municípios da região participaram de ato simbólico
Usuários dos municípios da região participaram de ato simbólico

A Unidade de Oncologia e Alta Complexidade (Unacon) recebeu um ato, na tarde de ontem, de pacientes e familiares de pessoas em tratamento contra o câncer. A ação busca chamar a atenção para a importância do serviço prestado pela unidade e pressionar pelo repasse de verbas para o serviço, interrompido pela Santa Casa de Caridade de Bagé em agosto de 2018.

Ex-paciente da Unacon e organizadora do protesto, Ana Maria Montezano Gonsales destaca que a ideia do inicial de um abraço coletivo era chamar atenção da população de Bagé e região sobre a importância da oncologia para toda a região. "É uma conquista de Bagé e um serviço essencial com tratamento de excelência. A oncologia não pode parar", destaca.

Mensalmente, mais de 600 pessoas, moradores de toda região, utilizam os serviços da unidade, que é referência do serviço para os municípios de Lavras, Hulha Negra, Candiota, Dom Pedrito, Aceguá, além de Bagé.

Entidades em tratativas

Durante a manhã de segunda-feira, representantes das duas partes participaram de audiência na 1ª Vara Cível, com o juiz titular, Humberto Móglia. Na ocasião, o provedor da Santa Casa de Caridade de Bagé, Airton Lacerda, apresentou uma proposta de negociação à equipe da Unacon, composta pelos advogados Pedro Jerre Greca Mesquita e José Álvaro Corrêa dos Santos, além do diretor da unidade, Dionísio Becker.

Santos adianta que não pode detalhar a proposta antes de debatê-la com toda a equipe, mas uma nova audiência está prevista para sexta-feira, dia 14, às 10h. "O atendimento na unidade segue normalizado até sexta-feira, quando vamos apresentar uma contraproposta ou aceitar a proposição da Santa Casa", relata.

Com a falta dos repasses mensais de R$ 250 mil, a unidade contraiu dívidas e não consegue quitar o pagamento dos fornecedores. A dificuldade também já é refletida no atendimento aos pacientes, já que os medicamentos estão escasseando, sem previsão de nova remessa de compras, e o pagamento da folha de pagamento dos salários dos médicos da unidade também está ameaçado. "Existe uma dívida, a própria Santa Casa não nega, de mais de R$ 1 milhão, já que os repasses não são feitos desde agosto do ano passado", explica Santos.

O provedor da Santa Casa foi procurado pela reportagem, mas não atendeu ou retornou as ligações até o fechamento desta edição.

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