ANO: 25 | Nº: 6254
13/06/2019 Cidade

Militares bajeenses participarão de missão de acolhida em Boa Vista

Foto: Tiago Rolim de Moura

General Ramires:
General Ramires: "Nosso papel é trabalhar com sinergia junto aos órgãos governamentais, organismos internacionais de apoio humanitário e ongs"

Nas primeiras semanas de julho, 160 militares da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada embarcam para missão de acolhida dos imigrantes venezuelanos em Boa Vista, capital de Roraima. Na cidade, serão responsáveis pela coordenação e logística dos abrigos que atendem os refugiados. A informação foi repassada pelo comandante da 3ª Bda C Mec, general Carlos Augusto Ramires Teixeira, em coletiva de imprensa realizada na manhã de ontem, no Quartel General.

O comandante explicou que o Comando Militar do Sul foi escolhido para substituir o Comando Militar do Sudeste na execução das atividades realizadas no local. Ao todo, serão 490 militares envolvidos, sendo 160 da região de abrangência da 3ª Bda C Mec (Bagé, Candiota, Hulha Negra, Dom Pedrito, Santana do Livramento, São Gabriel e Jaguarão). Somente de Bagé, serão 22 militares participantes. Para a missão, o general destaca que os militares são voluntários de diferentes áreas e alguns critérios foram priorizados no momento da escolha. “Militares com experiências em missão de paz, até pela razão da natureza da missão, e que tenham um diferencial no tratamento humano”, destaca.

Nos próximos dias, os militares partem para duas semanas de treinamento e instrução em São Gabriel. A previsão é que o embarque dos 490 militares aconteça em algum momento das duas primeiras semanas de julho. A gerência do processo fica à cargo do tenente-coronel Rosito, atual comandante do 9º Regimento de Cavalaria Blindado, de São Gabriel.

Em Boa Vista, serão responsáveis, durante quatro meses, pelo ordenamento da fronteira, a fim de manter o fluxo migratório controlado, além de garantir alimentação, segurança, atendimento médico e odontológico, serviço de lavanderia, atividades sócio educativas, esportivas e culturais para os 11 abrigos que atendem mais de seis mil venezuelanos. “Nosso papel é trabalhar com sinergia junto aos órgãos governamentais, organismos internacional de apoio humanitário e Ongs para promover ações de ajuda humanitária e assistência emergencial”, ressalta Ramires.

Com esse amparo social, as unidades militares garantem condições para os refugiados serem absorvidos pelo trabalho local, retornar ao país de origem ou aderir ao processo de interiorização em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre, além de capitais nordestinas.

Lançada em março de 2018, a Operação Acolhida operacionaliza a assistência emergencial para o acolhimento de refugiados e migrantes provenientes da Venezuela em situação de maior vulnerabilidade, decorrente do fluxo migratório provocado por crise humanitária. Ela tem o apoio de agências da ONU no Brasil e de organizações da sociedade civil.

 

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