ANO: 25 | Nº: 6310
18/06/2019 Segurança

Uso facultativo de simuladores para obtenção CNH gera apreensão no CFC de Bagé

Foto: Tiago Rolim de Moura

Na Rainha da Fronteira, há três equipamentos
Na Rainha da Fronteira, há três equipamentos

Com três simuladores, o Centro de Formação de Condutores de Bagé – CFC/Cebal recebeu a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada no Diário Oficial da União de ontem, que torna facultativo o uso de simulador de direção veicular no processo de formação de condutores para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com apreensão, de acordo com o diretor Ivonei Farezin.
Segundo Farezin, cerca de 80 alunos fazem cinco aulas por mês, desde fevereiro de 2014. “Pela resolução que foi publicada hoje (ontem), entra em vigor daqui 90 dias. E até lá pode ter algumas alterações ainda. Segundo dados informados, vão ser mais de 5 mil profissionais desempregados no Brasil, entre instrutores, técnicos que faziam a assistência técnica, profissionais de desenvolvimento e outros. Em Bagé, pelas minhas contas, dois profissionais serão desligados”, destacou.
As novas regras preveem, ainda, redução de 25 para 20, no número de horas-aula (h/aula) práticas nas autoescolas, para a categoria B da CNH. No caso da categoria A, serão necessárias pelo menos 15 h/aula. Em ambos casos, pelo menos 1h/aula terá de ser feita no período noturno. Para condutores de ciclomotores, a carga horária mínima será de 5h/aula. Em abril, durante reunião do Contran que definiu as novas regras, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que as mudanças ajudarão a desburocratizar etapas do processo de formação do condutor. Na oportunidade, ele argumentou que o simulador não teria eficácia comprovada. “Ninguém conseguiu demonstrar que isso tem importância para formação do condutor. Nos países ao redor do mundo, ele não é obrigatório, em países com excelentes níveis de segurança no trânsito também não há essa obrigatoriedade. Então, não há prejuízo para a formação do condutor”, disse.
De acordo com o ministro, a medida visa reduzir a burocracia na retirada da habilitação. Ele disse que a decisão vai estimar uma redução de até 15% no valor cobrado nos centros de formação de condutores.

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