ANO: 25 | Nº: 6334

Dilce Helena Alves Aguzzi

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Psicóloga
25/06/2019 Dilce Helena Alves Aguzzi (Opinião)

A elegância

Há muita gente que persegue o ideal de elegância. Outros assumidamente se identificam com formas bem diversas de se destacarem. O fato que concordando ou não comigo, que penso que a elegância vem de dentro, da alma, todos já viram pelo menos uma pessoa que literalmente joga um trapinho sobre o corpo e arrasa. É claro que o trapinho em questão ajuda muito, mas é o conteúdo que faz toda a diferença e não a forma.
Muitos já tentaram em vão descrevê-la ou dar a receita para atingí-la com perfeição. Prefiro contemplar quem a tem e sou convicta de que sua origem é interior e sua manifestação residenas atitudes.
A pessoa elegante é discreta e isso irrita muito os deselegantes.
É sincera sem ser grosseira.
Não ostenta o que tem. Não tenta ser o que não é.
Elegante é saber utilizar a educação que recebeu sem economias.
É sorrir com os olhos.
É dar atenção a um estranho sem motivos interesseiros.
É fazer o correto mesmo sem plateia. É rejeitar o errado mesmo sem plateia.
Difícil é ser elegante na vitória sem diminuir o adversário. Mais ainda na derrota sem agir com despeito ou revolta.
Engana-se quem procura elegância somente na moda, ela invade todas as esferas.
Elegante é saber ouvir mesmo quando o interlocutor está aos berros.
A elegância também está em saber dar as costas e sair silenciosamente de cena.
A pessoa elegante é protagonista da própria vida, por isso mesmo não força estar sempre em evidência nem tenta ser mais importante na vida alheia.
Elegante é falar com segurança e calar com convicção. É sair. É enfrentar o conflito, mesmo só.
Nada mais deselegante que formar gangue para garantir posições!
Elegância é discordar sem agredir quem pensa diferente.
Elegante é ousar viver sem pressa, um dia de cada vez. E não atropelar os outros com as próprias convicções.
O elegante cogita a possibilidade de haver outras formas válidas de viver que não a sua.
E, por fim, elegante é viver com ética e dignidade, mesmo que ninguém perceba.

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