ANO: 25 | Nº: 6334

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
06/07/2019 José Artur Maruri (Opinião)

A certeza na vida futura

"Respondeu Jesus: o meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus servidores teriam combatido para que eu não fosse entregue aos judeus. Agora, porém, o meu não é daqui". (João, 18:36)
Um dos preceitos básicos do Espiritismo é a certeza na vida futura.
O Evangelho Segundo o Espiritismo traz, com clareza, a cristalina lição em seu segundo capítulo.
Também, por isso, o próprio codificador Allan Kardec indica que a certeza na vida futura é um dos ensinamentos centrais do Cristo, colocando no início da obra, visto que "deve ser a meta de todos os homens".
Para Allan Kardec "todo cristão, portanto, crê forçosamente na vida futura, mas a ideia que muitos fazem dela é vaga, incompleta, e por isso mesmo falsa em muitos pontos. Para grande número, é apenas uma crença, sem nenhuma certeza decisiva, e daí as dúvidas, e até mesmo a incredulidade".
O Espiritismo, por sua vez, veio completar o ensinamento do Cristo num momento em que os homens se mostram mais maduros e aptos a receber tais lições e compreender a verdade.
Nas palavras de Kardec, a certeza na vida futura "é uma realidade material, provada pelos fatos. Porque são as testemunhas oculares que a vêm descrever em todas as suas fases e peripécias, de tal maneira, que tão somente a dúvida já não é mais possível".
No mesmo capítulo segundo de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec traz as letras de "Uma Rainha de França" (Havre, 1863), que dão conta de sua atual condição no mundo espiritual, senão vejamos:
"Quem poderia, melhor do que eu, compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: Meu reino não é deste mundo? O orgulho me perdeu sobre a Terra. Quem, pois, compreenderia o nada dos reinos do mundo, se eu não o compreendesse? O que foi que eu levei comigo, da minha realeza terrena? Nada, absolutamente nada. E como para tornar a lição mais terrível, ela não me acompanhou sequer até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, e rainha pensei chegar no Reino dos Céus. Mas que desilusão! E que humilhação, quando, em vez de ser ali recebida como soberana, tive de ver acima de mim, mas muito acima, homens que eu considerava pequeninos e os desprezava, por não terem nas veias um sangue nobre! Oh, só então compreendi a fatuidade dos homens e das grandezas que tão avidamente buscamos sobre a Terra!"
Ainda, a "Rainha de França" coloca que para chegarmos a ter um lugar nesse reino são necessárias "a abnegação, a humildade, a caridade, a benevolência para com todos". Ela menciona que "não se pergunta o que fostes, que posição ocupastes, mas o bem que fizestes, as lágrimas que enxugastes".
Nesse sentido, é forçoso reconhecer que, diante da lição de Jesus, "meu Reino não é deste mundo", é nosso dever, através da prece, aproximar-nos do Altíssimo, de modo que unamos o Céu e a Terra com muito amor, trabalho e desprendimento, reservando-nos a tranquilidade da consciência que detém a certeza na vida futura.
(Referências: Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 2. Itens 1, 2 e 8. FEB Editora)


José Artur M. Maruri dos Santos
Colaborador da União Espírita Bajeense
bagespirita.blogspot.com
josearturmaruri@hotmail.com

 

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...