ANO: 26 | Nº: 6524
10/07/2019 Fogo cruzado

Comissão aprova reconhecimento da relevância histórica do Castelo de Pedras Altas

Foto: Divulgação

Petista apresentou proposição no ano passado
Petista apresentou proposição no ano passado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou, ontem, parecer favorável do deputado Elizandro Sabino, do PTB, ao projeto de lei que declara o Castelo de Pedras Altas como bem de Relevante Interesse Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul. A proposta foi apresentada no ano passado, pelo deputado Luiz Fernando Mainardi, do PT.
O Castelo de Pedras Altas é uma construção do início do século 20, erguida em estilo medieval, pelo diplomata e político Joaquim Francisco de Assis Brasil, político gaúcho de projeção nacional foi, também, diplomata e introduziu no país, a partir de sua propriedade, técnicas modernas de produção agropecuária, tornando-se uma espécie de patrono do agricultura gaúcha. Hoje dá nome ao principal parque de exposições rurais do estado
A estrutura está localizada a cerca de 30 quilômetros de Pinheiro Machado, no município de Pedras Altas. Além de sediar importantes encontros e reuniões políticas, o Castelo foi o local de assinatura do tratado de paz que deu fim à revolução de 1923. O acordo, conhecido como Pacto de Pedras Altas, foi um marco importante na história política do Brasil, já que foi a partir dele que se abriu a possibilidade de Getúlio Vargas suceder a Borges de Medeiros como governador do Estado e, em seguida, trilhar os caminhos nacionais.
O petista explica que o ‘projeto é uma iniciativa que visa valorizar um dos marcos da história gaúcha’. “Não apenas por seu valor, em si, como obra arquitetônica, mas pela representação simbólica que possui, tanto na vida política quanto na vida econômica do estado”, pondera Mainardi.
O projeto, agora, vai a plenário para decisão final de todos os deputados. O reconhecimento da propriedade como de valor histórico e cultural para o Rio Grande do Sul abre perspectivas de captação de recursos para a recuperação da propriedade e para o uso de suas dependências como equipamento cultural do estado.

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