ANO: 25 | Nº: 6399
10/07/2019 Esportes

Vanderson Pereira: a cautela que levou ao Acesso

Foto: Antônio Rocha

Técnico está invicto na casamata alvirrubra
Técnico está invicto na casamata alvirrubra
Hoje, 10 de julho de 2019, os torcedores alvirrubros se orgulham por ter alcançado o objetivo de retornar a Divisão de Acesso e estar com uma mão na taça da Terceirona. Se manter o foco, o Guarany tem tudo para conquistar o título, domingo, às 15h, sobre o Brasil de Farroupilha, diante de seu torcedor. Obviamente, cada jogador, dirigente, profissional e funcionário que esteve envolvido na rotina diária, desde 11 de fevereiro, teve sua contribuição. Porém, um personagem dessa história que merece destaque é o técnico Vanderson Pereira.
Por questões culturais, até pelo sangue fronteiriço da região, os torcedores da dupla Ba-Gua têm tendência por simpatizar com discursos aguerridos, motivacionais, que provoquem entusiasmo, dotados de carga emocional. Mas desde que foi apresentado como técnico do Guarany, Vanderson adotou cautela em suas manifestações. Não prometeu nada que não tivesse certeza que poderia cumprir. E tudo que prometeu, cumpriu.
Com 40 anos, Vanderson, ex-lateral direito, tem uma vida curta como treinador, iniciada em 2013, no Hercílio Luiz, de Santa Catarina. Mas foi o seu trabalho frente ao Marau, em 2015, que chamou a atenção de todos. Naquela temporada, conquistou o título da Terceirona, batendo o Bagé, na semifinal, e o Guarany, na final.
Passadas três temporadas, chegou a vez de Vanderson repetir a dose, dessa vez, com o Guarany. A diferença era o peso da camisa. Se por um lado, o Marau tinha apenas um ano de existência, o alvirrubro contabilizava 112 anos e orgulho de “o único do interior bicampeão gaúcho”. Porém, afundando numa amarga Terceirona. Quando foi apresentado à imprensa, no dia 16 de janeiro, disse que o time somente chegaria em suas condições ideais nos mata-matas. E foi justamente isso que aconteceu.
Mas até chegar a essa “equipe ideal”, o trabalho de Vanderson foi alvo de contestações, inclusive, por dirigentes. Embora as vitórias fossem conquistadas, o questionamento girava em torno do futebol apresentado. Na quarta rodada, contra o Sapucaiense, o Guarany desceu para o intervalo, empatando em 0 a 0, e, realmente, deixando a desejar. Daí, começou a circular dentro do estádio a “fofoca” de que Vanderson corria risco de ser demitido. Porém, no segundo tempo, o time reagiu e ganhou por 1 a 0, com gol de Bruno Meuer. Na comemoração, Vanderson foi o alvo principal do abraço dos jogadores, gesto que comprovou a união do grupo.
A medida dos jogos, com algumas modificações táticas e de escalação, a equipe foi crescendo e chegou a final, de forma invicta. Em termos de “brilhantismo”, o Guarany de 2019 pode até estar abaixo do time de 2016, que conquistou a Terceirona. Porém, não se pode negar que Vanderson cumpriu seu objetivo e, domingo, poderá ficar marcado como o “técnico que não perdeu”.

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