ANO: 25 | Nº: 6334
12/07/2019 Segurança

Bajeense condenado por tráfico e outros 18 são denunciados por lavagem de dinheiro

Foto: Divulgação

Valdoir Alabi, conhecido como
Valdoir Alabi, conhecido como "Capengo"

O Ministério Público, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo Fronteira Oeste, coordenado pelo promotor Cláudio Rafael Morosin Rodrigues, ofereceu denúncia contra 19 pessoas, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. Entre eles, estão Vanderlei Ramiro Altíssimo - apontado como líder da facção "Os Manos" - e o bajeense Valdoir Silveira Alabi, conhecido como "Capengo".

De acordo com a polícia, Alabi é o representante do mesmo grupo em Bagé. E, segundo o Ministério Público, era ele quem fazia a interligação entre os criminosos da região da Campanha e a facção. Conforme o promotor, pessoas que possuíam condenações ou ligações com o tráfico de drogas foram investigadas e, desses processos, se percebeu uma significativa movimentação de dinheiro.

Durante as investigações, realizadas pela Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro de Porto Alegre, com apoio do Gaeco, foram cumpridas várias medidas cautelares, como buscas e apreensões em diversas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de sequestro de veículos adquiridos pela organização criminosa.

“O trabalho é voltado para o ataque à organização e bloqueio de patrimônios. Os dois acusados utilizavam familiares, amigos para colocar bens em nomes de terceiros, ocultando a lavagem de dinheiro do tráfico, eles compravam veículos e também efetuavam depósitos bancários”, contou o promotor.

Foram bloqueados R$ 62 mil em contas bancárias de laranjas, apreendidos sete automóveis, dentre eles caminhonetes e veículos de alto valor, dinheiro em espécie, armas de fogo e munições de vários calibres. Segundo o promotor de Justiça do Gaeco Fronteira Oeste, “o objetivo da ação penal, além da responsabilização criminal por organização criminosa e lavagem de dinheiro, é a descapitalização do grupo criminoso, mediante a utilização de medidas cautelares constritivas”.

Concluindo, o promotor destaca que poderá ser realizado um leilão antecipado para venda desses patrimônios, para que, futuramente, esses bens sejam empregados na Polícia Civil. “Na medida em que há um decreto estadual que os bens apreendidos e dinheiro seja em favor da segurança”, finalizou.

 

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