ANO: 25 | Nº: 6399

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
13/07/2019 José Artur Maruri (Opinião)

A realeza moral

Na última semana, expusemos com ênfase no capítulo 2 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", oportunidade em que foi observada a certeza na vida futura, princípio básico do Espiritismo inerente à imortalidade da alma.
No mesmo capítulo, intitulado "Meu Reino não é deste mundo", além de termos a consciência tranquila, porque nos encontramos esclarecidos acerca de sermos Espíritos imortais em caminhada constante, evolutiva, adentramos no campo da observação onde se apresenta como objeto a tal "realeza" a que Jesus se refere.
Em conversa com Pilatos, Jesus é incisivo: "- o meu reino não é deste mundo. – Se o meu reino fosse deste mundo, os meus servidores teriam combatido para que eu não fosse entregue aos judeus (...)".
Ora, segundo Allan Kardec, "o título de rei nem sempre exige o exercício do poder temporal. Ele é dado, por consenso unânime, aos que, por seu gênio, se colocam em primeiro lugar em alguma atividade, dominando o seu século e influindo sobre o progresso da humanidade".
Com isso, é importante dissociar a realeza moral da realeza terrena. A realeza moral, por sua vez, é imperecível, enquanto a outra depende das circunstâncias. A realeza moral é sempre abençoada pelas gerações futuras, enquanto a outra é, às vezes, amaldiçoada.
A realeza terrena acaba com a vida, mas a realeza moral continua a imperar, sobretudo, depois da morte.
Em conclusão, Allan Kardec indaga: "Jesus não é um rei mais poderoso que muitos potentados?". E ele mesmo responde: "Foi com razão, portanto, que ele disse a Pilatos: Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo".
"Oh, Jesus! Disseste que teu reino não era deste mundo, porque é necessário sofrer para chegar ao Céu, e os degraus do trono não levam até lá. São os caminhos mais penosos da vida os que conduzem a ele. Procurai, pois o caminho através de espinhos e abrolhos e não por entre as flores!" – Uma Rainha de França, Havre, 1863.

(Referências: Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 2. Itens 4 e 8. FEB Editora)

José Artur M. Maruri dos Santos
Colaborador da União Espírita Bajeense
bagespirita.blogspot.com
josearturmaruri@hotmail.com

 

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