ANO: 25 | Nº: 6381
18/07/2019 Opinião

Quando o professor adoece

por Issur Koch
Professor e deputado estadual

Pesquisa realizada pela Revista Nova Escola e Fundação Lemann revelou que 66% dos educadores já se afastaram do trabalho por conta de problemas de saúde. Desse total, 53% foram por questões relacionadas à saúde mental.

No Rio Grande do Sul, cerca de 4.200 professores estão afastados da sala de aula por problemas de saúde, conforme dados apresentados pela Secretaria Estadual de Educação, durante audiência na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, realizada no primeiro semestre de 2019. Esse fato não ocorre por acaso e tem relação direta com a violência e a falta de condições adequadas para os profissionais da Educação da Rede de Ensino Pública.
Essa violência contra a escola e quem ensina é constatada também no número de arrombamentos contra as instituições de ensino. No ano passado, das 2,5 mil escolas estaduais, 297 foram arrombadas ou alvo de furto nos primeiros meses de 2018. Ou seja, quase 12% das escolas sofreram esse tipo de violência.

Se no dia a dia educadores de todo Estado enfrentam, muitas vezes, escolas inadequadas e indisciplina em suas turmas, sobra disposição para seguir em frente e lutar contra essa situação que ameaça nosso ensino.

Tenho convicção de que essa realidade só será alterada quando pais e comunidade se apropriarem da escola, participando diretamente do seu dia a dia e não apenas deixando seus filhos para mais um turno escolar. Como educador e deputado estadual, tenho procurado trazer a sociedade para o debate da Educação. Se é verdade que o País que queremos começa na sala de aula, também é fundamental que as famílias cumpram seu papel de educar, deixando a tarefa de ensinar para os professores, que, então, dedicarão mais tempo ao pedagógico e não somente mais às boas maneiras, como é necessário atualmente na maioria das nossas escolas.

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