ANO: 25 | Nº: 6334

Fernando Fagonde

fernandofagonde@gmail.com
Professor do curso de Sistemas de Informação da Urcamp | CIO da Y
20/07/2019 Fernando Fagonde (Opinião)

Os pilares do futuro da tecnologia

O futuro da tecnologia, essa área que constantemente muda a vida das pessoas e, consequentemente, o mundo, está sendo escrito a todo momento, por profissionais que dedicam suas vidas para criar algo substancialmente relevante ou que encontram uma oportunidade prática de aplicar o que foi criado na solução de algum problema relevante.
Essas transformações, que são movidas pelo uso da tecnologia, acompanham a sua evolução, o que faz parecer que os dias passam mais rapidamente, pois o que era novidade ontem, hoje está obsoleto e sendo substituído por um incremento ou nova tendência.
Podemos citar, por exemplo, o uso de aparelhos de telefonia móvel. No começo eram aparelhos enormes, pesados, que precisavam de uma mala para suas baterias adicionais e seus demais acessórios. Além disso, essa tecnologia limitava-se a realizar chamadas e armazenar alguns números de contatos.
Em alguns anos, a tecnologia evoluiu e os aparelhos possuíam displays mais animados e uma nova funcionalidade; já era possível enviar mensagens de texto, além das chamadas.
Depois vieram os joguinhos, blocos de notas, telas coloridas, baterias mais duradouras e tudo isso foi se desenvolvendo, acompanhando o incremento da capacidade computacional dos componentes. O resultado dessa evolução é a tendência de que, em alguns poucos anos, 75% da população mundial vai fazer tudo o que pode através de um smartphone. Pagar contas, pedir comida e chamar o transporte já é status quo. Estamos falando de fazer consultas médicas, com um médico que, na realidade, é um robô que já leu milhares de artigos e aprendeu a fazer diagnósticos ou, então, ter um acompanhamento psicológico com um app que avalia os sintomas e indica possíveis transtornos e dá pequenas sugestões de atividades que podem ser realizadas com o intuito de auxiliar em uma possível terapia.
Nesse contexto, considerando que o smartphone estará presente na maioria das situações, as tecnologias por trás dela são oportunidades para quem está procurando por uma atividade ou por um meio de ser útil.
Num primeiro momento, a área de desenvolvimento para dispositivos móveis é uma área que não vai parar de crescer nos próximos anos. O mercado está a procura e continuará procurando por um tempo, pois falta profissionais com as competências necessárias. Qualquer tipo de desenvolvimento de software é interessante de aprender e a visão do mundo é alterada quando começamos a avaliar as coisas com a experiência que o código fonte nos dá.
Paralelo ao desenvolvimento, temos a computação na nuvem, que corresponde, na nossa linha de raciocínio, ao lugar onde as informações serão armazenadas e consultadas. Também é uma área divertida e cheia de desafios e oportunidades. Muitas são as oportunidades disponíveis no mercado hoje em dia e é um profissional que pode ter uma carreira internacional (falando de tecnologia, qualquer um pode na realidade).
E, concluindo, temos a Inteligência Artificial, que é uma das áreas que mais cresce, também. É ela que avalia o comportamento do usuário, os sintomas ou o comando recebido e retorna com uma instrução, uma sugestão ou um diagnóstico. Algumas empresas gigantes como a Google, por exemplo, tem planos de nos dizer o que precisamos antes mesmo de sabermos que precisamos. Isso, devido à utilização da Inteligência Artificial e, é claro, dos dados que damos todos os dias para eles.
Juntando essas três atuações, temos a maioria das atividades e relações que o ser humano terá nos próximos anos, pelo menos enquanto a computação quântica não estiver em todos os lugares e as interfaces cérebro-máquina não estiverem amplamente difundidas. Quando isso acontecer, o smartphone estará obsoleto e o novo status quo será enviar comandos do cérebro para a nuvem, onde uma inteligência artificial estará aguardando o comando para nos dizer o que fazer, onde ir, o que comer ou qual remédio tomar.

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