ANO: 25 | Nº: 6313
23/07/2019 Editorial

Brasil é um dos países que mais confia em jornais e revistas, mostra pesquisa Ipsos

O Brasil é o quarto país que mais confia no conteúdo produzido por jornais e revistas, aponta a pesquisa global “Trust in the Media”, da Ipsos. Seis em cada dez brasileiros (65%) confiam em veículos impressos. Globalmente, o índice é de 47%. Por outro lado, 8% dos brasileiros não confiam e 23% não têm muita confiança. A Sérvia é a nação que menos confia, com 11%.
O estudo mostra que outros meios de comunicação também possuem boa aceitação entre a população brasileira: 65% afirmam que confiam na televisão e no rádio e 58% em sites de notícias e plataformas online. No mundo, os índices são de 49% e 45%, respectivamente.
O Brasil também está entre os países que mais acreditam que os jornais e revistas são relevantes. Enquanto a média global é de 54%, a brasileira está em 70% (empatada com Malásia), atrás apenas de Índia (82%) e África do Sul (74%). A relevância dos outros meios no país também está em alta: televisão em rádio (69%) e sites de notícias e plataformas online (70%).
Globalmente, metade dos entrevistados (50%) acreditam que jornais e revistas agem com boas intenções. No Brasil, o percentual é de 63% (o mesmo para os veículos online). Os brasileiros acreditam ainda mais na boa intenção da televisão e do rádio (65%).
“O Brasil tende a ser uma população que valoriza e confia na mídia mais do que grande parte dos países do mundo. O brasileiro é um cidadão que acredita na mídia e no valor que ela tem para informar e instruir”, afirma Diego Pagura, diretor na Ipsos Brasil.
No mundo, as pessoas confiam mais em que elas conhecem pessoalmente (72%) do que online (27%). Os brasileiros também confiam mais nos conhecidos ‘face a face’’ (73%) do que pela internet (38%).
Entre os entrevistados globalmente, a percepção de relevância das notícias e informações recebidas por pessoas conhecidas pessoalmente também é maior (70%) do que as enviadas por contatos da internet (36%). No Brasil, os índices são de 76% e 48%, respectivamente.
Somente 39% dos entrevistados globalmente acreditam que as pessoas conhecidas pela web agem com boas intenções quando compartilham informações. O índice é bem maior para quem conhecem cara a cara (72%). No Brasil, os resultados são ainda mais altos: 49% e 76%, respectivamente.
“As pessoas reconhecem que a relevância da informação que vêm de pessoas que conhecem pela internet é menor. Elas já reconhecem e antecipam que esse conteúdo talvez seja menos importante”, pontua Pagura.
No entanto, o Brasil está entre os países que também mais acredita que o conteúdo falso prevaleça em jornais e revistas (59%). A Sérvia é o que mais acredita, com 82%. O índice global é de 52%.
Entre os entrevistados brasileiros, a percepção de que as fake news prevalecem na internet é ainda maior, com 68% - média acima do que a global (62%). Para a televisão, os índices são de 61% e 52%, respectivamente.
As informações obtidas entre os amigos também geram desconfiança, já que 61% dos brasileiros acreditam que eles podem trazer conteúdo falso. A média global é de 37%. A possibilidade de conteúdo falso é ainda maior entre conhecidos apenas pela internet, com 67% no Brasil e 54% no mundo.
A pesquisa online foi realizada com 19,5 mil entrevistados em 27 países, incluindo o Brasil, entre 25 de janeiro e 8 de fevereiro de 2019. A margem de erro para o Brasil é de 3,1 p.p.
A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 89 países. A companhia, que tem globalmente mais de 5.000 clientes e 17.600 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores e opinião pública. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo.

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