ANO: 26 | Nº: 6588
23/07/2019 Cidade

Projeto de Saneamento de Aceguá está mais de 26% concluído

Foto: Felipe Valduga

Inicio das obras  empresa abriu várias valas nas vias
Inicio das obras empresa abriu várias valas nas vias
A execução da obra do Projeto Binacional de Saneamento Urbano Integrado Brasil/Uruguai, financiado com recursos do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), está com um avanço físico de 26,36% no município de Aceguá, do lado brasileiro, segundo informações da assessoria de comunicação da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). A obra, que teve início no final de dezembro de 2018, tem a execução prevista até agosto de 2020. A construção inclui a execução de 12.549 metros de redes coletoras nas bacias 1, 2, 3 e 4, além de 577 ramais prediais, estações de bombeamento, linhas de recalque, Estação de Tratamento de Esgoto com vazão de cinco litros por segundo e emissário final de Sistema de Esgotamento Sanitário (SES).
A obra está sendo realizada pela empresa Bripaza Construções & Incorporações Ltda. Com a finalização do projeto, Aceguá será um dos poucos municípios do Brasil que terá 100% das residências com rede de esgoto. O vice-prefeito e Secretário municipal de Planejamento, Júlio Cesar Monteiro, salienta que a empresa está implantando toda a tubulação das ruas e também construindo a estação de tratamento. O trabalho, segundo Monteiro, iniciou pela abertura de valas em algumas vias.

Projeto
O projeto binacional deve beneficiar em torno de 1,2 mil residentes da zona urbana do município de Aceguá, no lado brasileiro. O empreendimento, nos lados uruguaio e brasileiro, terá o aporte total de 5,7 milhões de dólares do Focem. O restante, 1,9 milhão de dólares, será custeado em contrapartida pela Corsan e Obras Sanitárias del Estado (OSE). No lado uruguaio, a obra iniciou em agosto de 2017.

Histórico
O encaminhamento do projeto foi liderado pelo professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Manuel Maia, quando era presidente da Agência da Lagoa Mirim, como forma de manter a lagoa sem poluição. O arroio da Mina, que cruza o município, desemboca no Rio Jaguarão, que, por sua vez, deságua na Lagoa Mirim.
O projeto iniciou na primeira gestão do prefeito Gerhard Martens (doutor Geraldo), do PSDB, e teve o convênio assinado em 2013, pelo ex-prefeito Júlio Cézar Pintos, do MDB. A obra foi aprovada em 2013. A Licença Ambiental pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) foi liberada dois anos depois. Em julho de 2016, a Corsan realizou um processo licitatório para compra de materiais, que foi cancelado, na época, pelo Focem.

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