ANO: 26 | Nº: 6526
31/07/2019 Cidade

Urcamp tem seis projetos aprovados em congresso internacional

Foto: Divulgação

Acadêmicos e professores buscam patrocínio para apresentar trabalhos na Espanha
Acadêmicos e professores buscam patrocínio para apresentar trabalhos na Espanha
Seis projetos sobre patrimônio cemiterial, realizados por acadêmicos e professores dos cursos de História e Jornalismo da Urcamp, foram aprovados para o XX Encontro Iberoamericano de Valorização e Gestão de Cemitérios Patrimoniais. Neste ano, o evento acontece em Málaga, na Espanha, entre os dias 11 e 16 de novembro, e conta com a participação de 20 países.
Coordenadora do curso de História, Clarisse Ismério conta que foram aprovados 173 resumos de 20 países. Deste total, 13 trabalhos são brasileiros e seis são da Urcamp. Responsáveis por quase metade dos trabalhos brasileiros aprovados, representam a Urcamp: Clarisse Ismério, com o trabalho Guardiãs, Musas e Guerreias: as representações femininas que contribuíram para a criação das personagens do Sarau Noturno; William Godinho Rodrigues, A segregação post mortem: o caso de um judeu segregado no Cemitério da Santa Casa de Bagé-RS; Felipe Lucas Fagundes, Combatentes, heróis, mártires, enterrados no Cemitério da Santa Casa de Caridade de Bagé; Ketherine Acosta, Eternas guardiãs da morte: Uma análise das estátuas das carpideiras do cemitério da Santa Casa de Caridade de Bagé; Matheus Martinez Feijó, Os cemitérios sob a perspectiva dos videoclips; Vitória Pereira Martins Severo, Os cemitérios e a falta de visibilidade midiática.
Uma das precursoras da visão patrimonial dos cemitérios em Bagé, Clarisse destaca que o crescente interesse dos alunos sobre o assunto é o resultado do trabalho desenvolvido através do Sarau Noturno, projeto reconhecido e premiado, desenvolvido pela própria historiadora. “Hoje o cemitério é reconhecido como um espaço de cultura e pesquisa e o Sarau é um exemplo disso, respeitado como um evento cultural. É muito bacana saber que estamos fazendo jus dentro da perspectiva da pesquisa e da extensão”, destaca.
Com a aprovação dos projetos, agora o grupo inicia a busca por parceiros e patrocínios para facilitar a viagem e hospedagem, a fim de representar o patrimônio cemiterial de Bagé. Acadêmico do segundo semestre do curso de História, Felipe Fagundes teve seu trabalho selecionado para apresentação em Málaga. Ele conta que recebeu a notícia da aprovação do trabalho submetido com um misto de felicidade, alívio e preocupação. “Fiquei aliviado porque a primeira parte passou e feliz porque o trabalho foi aprovado. Mas agora começa a parte mais difícil, que é a arrecadação de fundos. Não adianta ter tudo aprovado e não ter como ir”, destaca.

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