ANO: 25 | Nº: 6458
05/08/2019 Cidade

Encontro Mundial de Perna de Pau reúne aficionados pela modalidade circense na Praça de Esportes

Foto: Tiago Rolim de Moura

Encontro culminou com ensaio aberto de espetáculo de arte circense que estreia no dia 12
Encontro culminou com ensaio aberto de espetáculo de arte circense que estreia no dia 12

A ludicidade das artes circenses encantou a tarde da Praça de Esportes, no sábado. Encerrando a programação regional do Encontro Mundial de Pernas de Pau, o grupo de artes circenses Borges e Cia realizou um ensaio aberto com a performance nas tradicionais pernas de pau e também apresentando atividades com a lira e acrobacias no tecido. A atividade ocorreu simultaneamente em várias cidades do mundo, que também organizaram debates, projeção de filmes e espetáculos dentro da programação.
O diretor da companhia, Claudionor Borges, destaca que este primeiro encontro mundial nasceu do sonho compartilhado por artistas que performam a arte milenar da perna de pau. Para contribuir com a programação, Borges montou atividades com escolas durante a semana, como as oficinas de pé de lata e iniciação a perna de pau nas escolas Fundação Bidart e Doutor João Thiago do Patrocínio.
A programação encerrou com o ensaio aberto no sábado, que reuniu cerca de 12 integrantes do grupo de artes circenses na Praça de Esportes. Borges explica que algumas das performances apresentadas na ocasião fazem parte do Espetáculo Zuza, que acontece no dia 12, no Ginásio Presidente Médici (Militão). "É um espetáculo circense contemporâneo. Contamos uma história através das artes. Teremos apresentação de lira, tecido acrobático, monociclo, malabares e, claro, perna de pau", adianta.
O tempo evoluiu e a arte também. Hoje, as pernas de pau não são, exatamente, de pau. Os dispositivos podem ser fabricados com materiais como fibra de vidro ou fibra de carbono, alumínio, uretano e até plástico, o que permite maior leveza, durabilidade e agilidade durante os movimentos. A segurança é garantida pelos "binder", presilhas de velcro ou plástico que seguram as pernas junto a um suporte de borracha para os pés.
Dominando a arte de se equilibrar sobre altas hastes há muitos anos, Borges garante: não há uma fórmula mágica para aprender a utilizar o equipamento e sair pulando e dançando acima das estacas. "É tudo uma questão de jeito. Tem pessoas que aprendem no mesmo dia em que começam e outras passam meses tentando até conseguir se equilibrar", aponta.
As pernas de pau foram criadas pelos romanos, para possibilitar a travessia em terrenos alagados e para auxiliar na colheita de frutas. A utilização do item como forma de entretenimento e diversão só surgiu na Idade Média, quando foi incorporada às artes circenses.

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