ANO: 25 | Nº: 6308

Rochele Barbosa

rochelebarbosa@gmail.com
Jornalista formada pela Universidade da Região da Campanha. Responsável pela produção e reportagem do caderno de Saúde do Jornal MINUANO
05/08/2019 Caderno Minuano Saúde

Semana do aleitamento materno

Foto: Divulgação

CAPA
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A amamentação é um dos melhores investimentos para salvar vidas e melhorar a saúde, o desenvolvimento social e econômico de indivíduos e nações. Embora as taxas globais de iniciação ao aleitamento materno sejam relativamente altas, e apesar das recomendações internacionais, apenas 40% de todos os bebês com menos de seis meses são amamentados exclusivamente e 45% continuam amamentando até os 24 meses. Além disso, existem grandes variações regionais e nacionais nas taxas de amamentação.
Segundo o IBFAN (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar), aumentar a amamentação ideal de acordo com as recomendações poderia evitar mais de 823 mil mortes de crianças e 20 mil óbitos maternos a cada ano. Não amamentar está associado à menor inteligência e resulta em perdas econômicas de cerca de 302 bilhões de dólares por ano. É necessária uma ação organizada para atingir a meta da Assembleia Mundial da Saúde (AMS) de, pelo menos, 50% de amamentação exclusiva durante os seis meses até 2025. Existem muitas barreiras à amamentação ideal, sendo uma das maiores a falta de apoio no trabalho para mães e pais.
Nesta edição, a médica especialista em neonatalidade Cledinara Salazar explica o trabalho feito na Santa Casa de Caridade de Bagé e os cursos de saúde da Urcamp também apresentam o trabalho desenvolvido durante a Semana Mundial do Aleitamento Materno.


Empoderar mães e pais, favorecendo a amamentação
De acordo com a médica, os objetivos da Semana Mundial do Aleitamento Materno este ano são:
- Enfatizar a importância do envolvimento de todos familiares próximos e não somente a mãe para um sucesso de aleitamento e exclusivo até seis meses de vida e complementar até os dois anos.
- Promover o empoderamento dos pais, sem distinção de gênero, uma vez que a amamentação melhora significativamente quando há a participação de todos.
- Adotar uma abordagem inclusiva que contemple pais, parceiros, famílias, locais de trabalho e comunidade, proporcionando um ambiente propício para permitir que as mães amamentem de forma otimizada.
Na unidade materno infantil da Santa Casa de Bagé, além da decoração da unidade, durante esta semana os profissionais estão usando camiseta alusiva a data, com diversas atividades alusivas.


Especialidades
Os cursos de Nutrição, Fisioterapia, Psicologia e Enfermagem, através do Projeto Urcamp na Saúde Materno Infantil, estão desenvolvendo atividades referentes ao incentivo ao aleitamento materno no Centro Municipal de Referência em Materno Infantil Camilo Gomes, em comemoração à Semana Mundial do Aleitamento Materno, com apresentações de vídeos e orientações com distribuição de material alusivo ao tema.
Conforme o instituto internacional, a amamentação exige um esforço de equipe. Ela também requer informação imparcial com base em evidências e uma cadeia calorosa de apoio para criar um ambiente propício que permita às mães amamentar de forma otimizada.
Embora a amamentação seja de domínio da mãe, sua prática tende a melhorar com o apoio próximo do companheiro, família, local de trabalho e comunidade.
Como a amamentação envolve a mãe e seus apoiadores mais próximos, é importante adotar uma abordagem inclusiva.
A equidade de gênero é alcançada quando levamos em consideração as necessidades de todos os gêneros em relação à amamentação. Uma proteção social equânime de mães e pais que inclua medidas como licenças remuneradas e apoio no local de trabalho pode ajudar a criar um ambiente propício para o aleitamento materno no contexto dos setores de trabalho formal e informal.
O Ministério da Saúde aconselha que a criança seja amamentada a hora que quiser e quantas vezes desejar. É o que se chama de amamentação em livre demanda. Em geral, o bebê em aleitamento exclusivo mama de oito a doze vezes por dia, o que não deve ser interpretado pelas mães como sinal de fome, leite fraco ou pouco leite, que pode resultar na introdução precoce de fórmulas.

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