ANO: 25 | Nº: 6360
08/08/2019 Felipe Valduga (Editorial)

Rivalidade que incentiva o futebol


A rivalidade entre Bagé e Guarany pode ser classificada como uma das mais ferrenhas do futebol gaúcho, a exemplo dos clássicos Gre-Nal e Bra-Pel. Nem por isso, contudo, estas equipes vivem uma realidade similar. Ao mesmo tempo, tudo pode mudar e, para tanto, depende de projetos exitosos.
É importante avaliar que o sucesso em uma campanha, muitas vezes, não é decorrente apenas de investimentos, como costumeiramente muitos envolvidos neste esporte milionário defendem. Há exceções e, estas, quando resultam no êxito, podem representar algo muito mais significativo a ser comemorado.
No primeiro semestre, o Bagé, que trilha um projeto rumo ao seu centenário, que será assinalado em 2020, teve um investimento há tempos não percebido. E, de fato, montou um elenco de penso para a Divisão de Acesso. O time atraiu mais torcedores ao Pedra Moura e o desempenho em campo era evidente. Os objetivos, porém, ficaram pelo caminho. E isso faz parte.
No outro lado da cidade, o Guarany, então na Terceirona, se preparou como pode para a disputa. E se não investiu tanto quanto o rival – o que pode até ser explicado pela competição em que estava – viu, em campo, todos ou mais metas serem alcançadas. Não apenas sagrou-se campeão, bem como não conheceu a derrota em momento algum. Motivos para comemorar não faltaram.
Agora, o jalde-negro projeta uma nova missão. Talvez até mais difícil que a do início do ano, mas que pode representar algo expressivo ao final, dependendo dos resultados alcançados. A Copinha, ou Copa Seu Verardi, permite ao seu campeão escolher se disputará, no ano seguinte, a Série D do Brasileirão ou mesmo a Copa do Brasil – um mata-mata que gera cobiça aos principais elencos do país pela milionária premiação. De fato, seria algo significativo para comemorar 100 anos.
E independentemente de resultados, mesmo eles sendo importantes e definidores, o incentivo ao futebol local aponta para um novo cenário, de reforço da rivalidade entre as equipes que, pela sua simples existência, pode contribuir com placares favoráveis, dentro e fora de campo. Ano que vem, aliás, teremos Ba-Gua.

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