ANO: 25 | Nº: 6308

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
10/08/2019 José Artur Maruri (Opinião)

O Direito, o Espiritismo e a Vida

Em determinados momentos se torna importante o casamento do Espiritismo com a ciência. Aliás, o capítulo 1 do Evangelho Segundo o Espiritismo, "Não Vim Destruir a Lei", traz importante lição nesse sentido. Diante disso, vale referenciar importante autor do Movimento Espírita Gaúcho, João Alessandro Muller que na obra Fé na Vida, organizada pelo não menos destacado autor Carlos Eduardo Durgante, une o Direito e o Espiritismo.
Segundo Muller, "o Direito pretende a evolução da sociedade e a pacificação dos conflitos mediante o estabelecimento de leis que refreiem condutas nocivas dos indivíduos, assim como incentivem boas condutas em prol da pacificação social e evolução da sociedade enquanto ente coletivo". O autor suprarreferido prossegue: "Já o Espiritismo pretende a evolução coletiva da humanidade (enquanto conjunto de indivíduos encarnados que compõem as diferentes sociedades) mediante o estabelecimento de leis que, pelo convencimento racional do próprio indivíduo, refreiem as condutas nocivas e incentivem as boas condutas dos indivíduos que o professam. Pretende o Espiritismo, com o melhoramento individual de cada um dos seres encarnados, obter a evolução coletiva da humanidade inteira, colhendo igualmente a pacificação e a evolução de toda a sociedade enquanto ente coletivo".
Com isso, o autor assevera a quão valorosa e necessária é a busca e a luta por leis ou decisões judiciais que protejam a vida de qualquer forma, mas que sozinhas não mudam o mundo. Que tão necessárias como as leis, são necessárias as mudanças nas pessoas, em suas consciências, sobre a necessidade de defesa da vida, pois de nada adiantarão leis ou sentenças, se a vida prosseguir sendo agredida. "O cumprimento da missão espiritual do Brasil passa pela defesa da vida. Mas da vida estuante em sua dimensão maior, que contemple e alivie todas as dores, uma defesa que ouça sem julgar, que apoie, que auxilie, com amor incondicional. Se o objetivo está longe, não creiamos em vaticínios: não é o tempo que nos trará novas realidades, mas, sim, a nossa ação inconteste em defesa da vida e em defesa dos mais fracos, dos que sofrem, de todos aqueles que caminhem ao nosso lado".
"Temos, ao contrário do que pensam muito, a convicção de que a espiritualização do Direito nos poderá conduzir a novas realidades, nos conduzindo à construção de uma nova sociedade, plena de paz e harmonia, objetivo este que é buscado simultaneamente pelo Direito e pelo Espiritismo. E a defesa da vida tem muito a ganhar com isso".
Enfim, como requisita o nosso amigo Muller, "meditemos nisso".

(Referência: Carlos Eduardo Accioly Durgante. Fé na vida. 1ª Ed – Porto Alegre: Francisco Spinelli, 2017)

José Artur M. Maruri dos Santos
Trabalhador da União Espírita Bajeense
josearturmaruri@hotmail.com

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...