ANO: 25 | Nº: 6383
12/08/2019 Felipe Valduga (Editorial)

Bagé no UFC, com Marina


Pode ser que poucos tenham percebido, desta ou em vez anterior, mas um dos principais eventos esportivos do planeta, da atualidade, vem mencionando Bagé antes de determinadas lutas. É um momento singelo, mas que, com certeza, eleva o orgulho de cada aficionado pelos embates do Ultimate Fighting Championship, o popular UFC, naturais ou agora moradores da Rainha da Fronteira.
Este rápido momento surge quando a lutadora Marina Alcalde Rodriguez sobe ao octógono mais famoso do mundo. No sábado, aliás, este feito se repetiu. Ao ser apresentada ao público que prestigiava o UFC Uruguai, realizado em Montevidéu, com seu cartel de lutas e medidas como peso e alcance dos braços, a menção da cidade de origem dela aparecia em televisões espalhadas pelo globo.
Tal constatação, por mais simples que seja, pode ser, assim como o sucesso desta bajeense, um exemplo para jovens que venham a vislumbrar uma carreira de lutador esportivo. Pode, é claro, abrir, inclusive, portas para outros atletas que aqui ainda vivem que, vez ou outra, também competem e buscam espaço em palcos maiores. Aliás, hoje, é inegável que o UFC é uma vitrine, talvez, ideal.
Porém, é preciso frisar. Assim como Marina revelou ao MINUANO, em entrevista publicada nesta edição, nem tudo são louros. Mesmo para ela, que já deu passos firmes rumo ao sucesso. Lutou pela terceira vez no UFC, venceu mais uma, contra a oitava melhor do mundo em sua categoria. Mesmo assim, ainda batalha, fora do ringue, em busca de patrocínios que melhorem suas condições de preparação para os futuros desafios. Mais que vitórias, Marina já é exemplo, de conquista e, também, de esforço. É Bagé, no UFC.

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