ANO: 26 | Nº: 6527
19/08/2019 Esportes

A origem de Branco no futebol bajeense

Foto: Yuri Cougo Dias

Origem do lateral foi no Alto da Santa Casa
Origem do lateral foi no Alto da Santa Casa
Nos últimos dias, o tetracampeão mundial Cláudio Ibraim Vaz Leal (Branco) tem sido nome recorrente nos assuntos da cidade, por dois motivos. O primeiro, pelo fato de ter trazido para Bagé o CBF Social, evento que contou com palestras de profissionais renomados e uma atividade com jovens no complexo Militão. E o segundo motivo envolve a intenção do poder público municipal de abrir uma campanha, em busca de recursos privados, para construir uma estátua de Branco na praça de Esportes, cujo artista será Sérgio Coirolo.
E quando se fala da origem de Branco, o conhecimento da maioria das pessoas é de que surgiu nas categorias de base do Guarany e que, em seguida, foi contratado pelo Fluminense. Entretanto, poucos sabem os bastidores como iniciou sua trajetória na juventude, dentro das quatro linhas. Para desmembrar este assunto, o jornal MINUANO entrevistou Serafim Krob, um dos primeiros treinadores de Branco em clubes.

Primeiros passos: Aimoré e Bagé
Criado no Alto da Santa Casa, Branco deu seus primeiros passos no meio futebolístico, aos 14 anos, no futebol amador, pelo Aimoré. Aos 15, foi para a categoria infantil do Bagé, atuando pela ponta esquerda. Com o tempo passou a completar os treinamentos dos juniores, que na época era treinado por Serafim Krob. Estrategicamente, Serafim recuou Branco para a lateral esquerda. No entanto, não tinha idade para jogar pela categoria.

Destaque pelo Guarany no estadual
Um ano depois, Serafim assumiu os juniores do Guarany. Nessa troca de casa, levou quatro jogadores que estavam no Bagé, entre eles, Branco. Com 16 anos, o lateral esquerdo foi vinculado pelo Guarany, com um contrato amador de dois anos. Eis que surge a oportunidade de jogar o estadual de juniores, numa difícil chave com Inter, Grêmio, Brasil de Pelotas, Juventude e Inter de Santa Maria. “Ele começou a chamar a atenção pelas atuações na lateral esquerda. Na última rodada, o Grêmio tinha que vencer para ser campeão e veio jogar aqui com o Guarany. Para confundir, coloquei ele de meia esquerda. O jogo terminou 0 a 0, Branco foi o destaque e tiramos o título do Grêmio. Em seguida, ele foi convocado para a seleção gaúcha de juniores”, conta Serafim.

Da seleção gaúcha para o Fluminense
Na época, era desenvolvido o campeonato brasileiro de seleções estaduais. Na categoria júnior, Branco tinha a concorrência, na lateral esquerda, de Falcãozinho, do Juventude. No primeiro jogo, ficou no banco. No segundo, Branco entrou e não saiu mais dos 11 iniciais. No final, título brasileiro conquistado.
Quando retornou da seleção gaúcha, o técnico Ramos da Luz Machado assumiu a equipe profissional do Guarany. De prontidão, subiu Branco para o time principal alvirrubro. De quebra, um confronto contra o Inter. “Naquele jogo, o André Luís, zagueiro do Inter, tentou intimidá-lo, mas ele não se mixou e fez uma grande atuação”, recorda Serafim.
Os holofotes começaram a ser atraídos para a Rainha da Fronteira quando o empresário carioca Tadeu desceu para o Rio Grande do Sul em busca de quatro jogadores do Brasil de Pelotas e o lateral Falcãozinho, do Juventude. No entanto, a ideia mudou quando chegou em Caxias do Sul e conversou com Ivo Wortmann, que tinha treinado a seleção gaúcha de juniores. “Ele disse para Tadeu ir a Bagé e buscar o Branco. O empresário seguiu a recomendação e veio para a cidade. Na época, o diretor de futebol do Guarany era Dini Duarte. Ele me apresentou ao Tadeu na avenida Sete de Setembro, em frente à rádio Difusora. Levei-o para conversar com o Branco e o então presidente Juca Giorgis, que acertou a venda de Branco”, conclui.
Assim, Branco parou no Fluminense. E as grandes conquistas que vieram pela frente, todos sabem. A potente canhota que conduziu o Brasil ao Tetra.

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