ANO: 25 | Nº: 6332
19/08/2019 Cidade

Filme de Zeca Brito entra no páreo para representar Brasil no Oscar

Foto: Joba Migliorin/ReproduçãoJM

Legalidade é ambientado em 1961, quando Brizola organizou movimento de resistência à tentativa de impedir a posse de João Goulart
Legalidade é ambientado em 1961, quando Brizola organizou movimento de resistência à tentativa de impedir a posse de João Goulart

O longa-metragem Legalidade, do cineasta bajeense Zeca Brito, está entre os 12 filmes nacionais que concorrem para representar o Brasil no Oscar em 2020. O filme escolhido será anunciado pela Academia Brasileira de Cinema no dia 27.
Brito explica que a pré-seleção é uma triagem que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) realiza, considerando critérios rigorosos para destacar as obras que irão competir pela estatueta mais conhecida das premiações de cinema. Da média nacional de 300 produções anuais, foram destacados 12 filmes que atendem às exigências.
Nessa triagem, Legalidade foi selecionado junto a outros 11 filmes, que serão avaliados por um júri especializado, composto por nomes conhecidos no meio, como os diretores Anna Muylaert e David Shürmann.
A listagem completa dos indicados ao Oscar acontece em janeiro de 2020 e a cerimônia de entrega dos prêmios será no dia 19 de fevereiro. "É um grande feito para minha carreira. Fico muito feliz. É o primeiro filme que faço que recebe uma indicação como essa, num momento difícil para o cinema brasileiro", declara Brito.
O realizador aponta, ainda, características que destacaram a obra na triagem, dentre as tantas produções concorrentes. "O filme se consagra pela excelência técnica, pela qualidade artística e pelo esforço de toda a equipe de fazer um produto com recursos limitados, mas com resultado que correspondesse ao tamanho da história que a gente se propôs a contar", diz.
Brito acredita que a indicação é um incentivo para que o filme chegue com força nas salas de exibição. A estreia nacional no circuito comercial está prevista para 12 de setembro.
O filme é ambientado em 1961, quando Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, organizou um movimento de resistência à tentativa de militares de impedir a posse do vice-presidente João Goulart, após a renúncia do presidente Jânio Quadros. O longa traz no elenco nomes de peso, como Cleo Pires, Leonardo Machado, Letícia Sabatella, Fernando Alves Pinto e José Henrique Ligabue.

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