ANO: 25 | Nº: 6485
20/08/2019 Cidade

Zeca Brito já responde pela direção do Instituto Estadual de Cinema

Foto: Antônio Rocha

Nomeação de bajeense foi publicada, sexta-feira, no Diário Oficial do Estado
Nomeação de bajeense foi publicada, sexta-feira, no Diário Oficial do Estado
O Instituto Estadual de Cinema (IECINE) está sob nova direção, desde sexta-feira, quando o nome do cineasta bajeense Zeca Brito foi publicado no Diário Oficial do Estado.
O novo diretor sustenta que o Instituto "deve operar em três dimensões: a dimensão simbólica (memória e produção artística), a dimensão econômica (emprego, renda, mercado) e a dimensão cidadã (humana, territorial e social)". Para Brito, aliás, "cabe ao IECINE fomentar a produção local, garantir a circulação e exibição através de equipamentos culturais e editais públicos. Preservar, perpetuar a memória imaterial, documental e criativa dos realizadores audiovisuais do RS, registro cultural de um povo, uma época e sua escrita histórica".
Ao ser anunciado para o cargo pela Assessoria de Comunicação do Estado, o bajeense mencionou que atuará para "defender a existência de uma cadeia produtiva que gere emprego e renda, que articule políticas fiscais com a participação do Estado e com o fortalecimento do setor. Articular políticas audiovisuais que atendam às demandas de mercado e dos realizadores, do público e da sociedade como um todo", ao mesmo tempo em que atestou: "O IECINE deve se envolver na tarefa de formar o público para o cinema gaúcho e nacional, oportunizar a fruição cultural e ocupar os espaços culturais do RS, alfabetização audiovisual. Também deve ser missão do IECINE atender as cidades do interior do Estado que não possuem salas de cinemas".

Currículo

Zeca Brito é cineasta, mestre em Artes Visuais pela UFRGS, com ênfase em História, Teoria e Crítica. Graduado em Realização Audiovisual pela Unisinos e Poéticas Visuais pela UFRGS. Integrante do Grupo de Pesquisa Territorialidade e Subjetividade: Relações Sistêmicas da Arte (PPGAV-UFRGS). Dirigiu e roteirizou curtas e longas-metragens exibidos no Brasil e no exterior. Seu curta "Aos Pés" foi escolhido Melhor Filme Júri Popular no Festin Lisboa 2009, e seu primeiro longa-metragem, "O Guri", exibido em festivais internacionais e Canal Brasil. Em 2015 lançou o longa "Glauco do Brasil", na 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e 10ª Bienal do Mercosul. Em 2016 dirigiu o longa "Em 97 Era Assim" – Prêmio de Melhor Direção e Melhor Filme Júri Popular no Festival Cinema dos Sertões (Piauí), Melhor Direção de Atores na Mostra SESC Brasil, Melhor Filme no The Best Film Fest (Seattle, EUA), Prêmio Especial do Júri no 8th Jagran Film Festival (Índia) e Prêmio de Melhor Filme Juvenil Estrangeiro no American Filmatic Arts Awards (Nova York, EUA).
Em 2017, dirigiu o documentário "A vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro", exibido no Festival do Rio e 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Em 2018 lançou o documentário "Grupo de Bagé", no Canal Curta!. Em 2019, lançou o longa-metragem de ficção "Legalidade", no 35º Chicago Latino Film Festival. Exibido no 42º Guarnicê Festival de Cinema, conquistou os prêmios de Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Direção de Arte e Melhor Direção de Fotografia. Esta obra também está entre os 12 filmes nacionais que concorrem para representar o Brasil no Oscar em 2020.

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...