ANO: 25 | Nº: 6400

Rochele Barbosa

rochelebarbosa@gmail.com
Jornalista formada pela Universidade da Região da Campanha. Responsável pela produção e reportagem do caderno de Saúde do Jornal MINUANO
26/08/2019 Caderno Minuano Saúde

O psicólogo organizacional e a saúde ocupacional

Foto: Divulgação

O trabalho ocupa um lugar de centralidade na vida das pessoas em geral, entretanto verifica-se que as condições inadequadas de trabalho, as interações sociais adoecidas, a adaptação ao sistema produtivo desenfreado e as mudanças na legislação trabalhista podem trazem impactos negativos à saúde do trabalhador. Entre os problemas de saúde pública está o adoecimento laboral que, segundo a Organização Mundial de Saúde, é considerado um desafio.

As pessoas precisam de condições adequadas para conseguirem produzir um trabalho de qualidade. Para que o trabalhador se sinta bem na sua função e a empresa alcance o sucesso pretendido, é fundamental que essa se preocupe com as condições humanas no ambiente laboral. Ou seja, de nada vale investir no ambiente físico se não se investir nas pessoas. É neste contexto que entra o trabalho do psicólogo organizacional.

Nesta edição, a psicóloga organizacional, servidora pública, professora do curso de Psicologia da Urcamp e mestranda em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, Adriana Brito dos Santos de Moraes, fala sobre Psicologia Organizacional e a Saúde Ocupacional.

Organização e saúde no trabalho

O psicólogo organizacional tem de entender o ser humano como um indivíduo social que está em permanente interação com o ambiente em que vive e que por isso acaba sofrendo influências desse meio.

Segundo Adriana, o profissional precisa conceber estratégias que combinem o atendimento das necessidades da empresa com o atendimento das necessidades e da melhor qualidade de vida dos funcionários, sendo esse profissional um grande diferencial num contexto tão dicotômico e, às vezes, angustiante. “Pensando nessa realidade, o curso de Psicologia da Urcamp vem, há 29 anos, formando profissionais para atuarem dentro dessa realidade, pois essa é uma área que, além de vir expandindo, está na vida diária de quase todas as pessoas: o mundo de trabalho”, ressalta.

O psicólogo organizacional pode ser um mediador entre o trabalhador e a empresa, sempre prezando a saúde mental das pessoas. Num mundo tão dividido, tenso e contraditório, urge a necessidade desse profissional, destaca a especialista. “Os estágios dentro do curso nesta área começam cedo, oportunizando ao acadêmico uma vivência das questões teóricas e técnicas discutidas em sala de aula, tendo como parceiros empresas da cidade e da região”, complementa.

A professora salienta que, ao término de cada semestre, o curso de Psicologia realiza um seminário, no qual os alunos compartilham com o grupo acadêmico e a comunidade os resultados apresentados, gerando uma grande aprendizagem e um processo de troca entre os mesmos e as empresas.

“Torna-se necessário que o psicólogo organizacional comece então a oferecer sua importante contribuição para os complexos processos de tomadas de decisões estratégicas das empresas, passando a lidar com grupos, condições de trabalho e relações trabalhistas, inserindo-se assim nos temas maiores das organizações”, acrescentou.

Segundo a psicóloga, em sua longa experiência na área e tendo como foco de pesquisa a área de saúde ocupacional, cada vez é mais claro que as organizações que não cuidarem de seu maior patrimônio (que são as pessoas) estão fadadas ao insucesso, por isso, há a necessidade sempre de lembrar que os colaboradores são seres humanos e não somente recursos organizacionais. “Portanto, fica a dica: investir nas pessoas sempre é a melhor solução”, conclui.

 

 

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